Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Clima

PCC alerta para risco de inundações

Texto é lançado cerca de seis meses após a divulgação da primeira parte do relatório.

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Um mundo mais quente, com nível do mar mais alto, derretimento de geleiras e maior variabilidade climática será um mundo com milhões de pessoas sob risco de inundações, com problema de disponibilidade hídrica, impacto sobre a segurança alimentar e extinção de espécies.

Essa deve ser a mensagem que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) vai trazer ao divulgar a segunda parte do seu quinto relatório de avaliação daqui a uma semana, no Japão. É o que se pode concluir de uma versão preliminar do Sumário para Formuladores de Políticas que vazou na internet, há alguns meses.

Na noite dessa segunda-feira, 24, (horário de Brasília), cientistas e representantes de governos começam a se reunir em Yokohama para definir o conteúdo final desta parte do relatório – um resumo acompanhado de tom político das principais conclusões do relatório do grupo de trabalho 2 do IPCC, que trata de impactos, adaptação e vulnerabilidade dos países a mudanças climáticas.

O texto é lançado cerca de seis meses após a divulgação da primeira parte do relatório. A mensagem agora é mais enfática sobre o que o aumento da concentração de gases do efeito estufa e as mudanças climáticas trazem de impacto para a vida das pessoas e dos ecossistemas.

O conteúdo é um pouco parecido com o que já tinha sido dito no quarto relatório do IPCC, divulgado em 2007. Mas há maior confiança dos cientistas nos alertas que estão sendo feitos e mais robustez na mensagem. “Os impactos das mudanças climáticas já estão sendo observados em todo o mundo”, escrevem os autores no rascunho. “E os impactos dos eventos climáticos extremos observados na última década, como ondas de calor, secas, inundações, ciclones e incêndios, revelam a enorme vulnerabilidade dos seres humanos e dos ecossistemas à variabilidade climática atual.”

Para o futuro, dizem, “as mudanças climáticas vão amplificar os riscos relacionados ao clima já existentes e criar novos”. Vão reduzir, por exemplo, a oferta de água renovável na superfície e nas fontes subterrâneas nas regiões subtropicais mais secas, intensificando a competição por água. A confiança dos cientistas nesse quesito, medida pela quantidade de pesquisas científicas em periódicos indexados, aumentou em relação a 2007. O dano pode ser maior ou menor, dependendo do grau de adaptação de cada local. Mas, lembram os cientistas, há limite para a adaptação.

Biocombustíveis

O Brasil quer evitar menções negativas à produção de biocombustíveis. No texto do rascunho, os cientistas comentam, com alto grau de confiança, que “o aumento do cultivo de culturas de bioenergia pode representar riscos para os ecossistemas e a biodiversidade, embora as contribuições da energia de biomassa para a mitigação possam reduzir riscos ligados ao clima”.

O alerta é feito em um tópico que discute ferramentas que podem tanto funcionar para a mitigação dos gases de efeito estufa quanto para a adaptação.

Para o governo brasileiro, o tom negativo talvez seja o ponto mais delicado do relatório, que em geral foi visto como um texto bom, que visa reduzir conflitos. “O País tem potencial econômico para os biocombustíveis e aqui não há competição com alimentos”, disse Mariana Egler, analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

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