Minas Gerais está na frente dos demais estados brasileiros quando se fala em pesquisa e produção de biocombustíveis a partir de vegetais.
Bioquerosene é o novo ‘petróleo’ mineiro

Voar em uma aeronave abastecida com óleo de milho já é possível. Foi o que executivos, secretários de governo e jornalistas conferiram de perto ao embarcarem no primeiro avião a sair do aeroporto internacional Tancredo Neves, em Confins (MG) usando combustível ecologicamente correto. Durante o evento, realizado no início de junho, a empresa aérea Gol anunciou a realização de 200 voos em aeronaves abastecidas com 4% de óleo de milho, na forma de bioquerosene. Para tanto, foram adquiridas 69 toneladas de óleo de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, e devem gerar 2 milhões de litros de combustível. A empresa investiu quase R$ 1 milhão nesse processo. Isso mostra que o setor industrial tem interesse em consumir o produto sustentável.
O mercado mundial de aviação deve demandar, até 2050, 125 bilhões de litros de bioquerosene por ano, segundo dados da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata – sigla em inglês). Ela quer substituir 50% do querosene utilizado pelo setor de aviação em energia limpa nas próximas quatro décadas. Estima-se que os aviões sejam responsáveis por 2% das emissões de dióxido de carbono (CO²) em todo o mundo.
De olho nesse comércio em potencial, e se inspirando no case bem sucedido da produção de etanol (da cana-de-açúcar) no país, o governo de Minas lançou o Programa Mineiro de Desenvolvimento da Cadeia de Valor de Bioquerosene para Aviação em março deste ano. De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Luiz Antônio Athayde Vasconcelos, o mercado mundial para esse combustível sustentável nos próximos anos deve chegar a U$ 140 bilhões. “É uma nova fronteira que temos que buscar, para fazer com o bioqueronese o mesmo que foi feito com o etanol”, afirma.
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