Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
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Biocombustível

Biosev vê entressafra de cana curta e produção cheia em 2016/17

segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, avalia que a próxima entressafra no Centro-Sul do Brasil deverá ser mais curta que o normal.

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Biosev vê entressafra de cana curta e produção cheia em 2016/17

A Biosev, segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, avalia que a próxima entressafra no Centro-Sul do Brasil deverá ser mais curta que o normal, com usinas levando mais tempo para terminar os trabalhos projetados para a safra atual (2015/16) e com uma retomada das atividades mais cedo na temporada 2016/17, com mais matéria-prima bisada disponível.

O presidente-executivo da Biosev, Rui Chammas disse que o mercado de açúcar está começando a ter uma virada nos preços, indicado no rali da semana passada, uma vez que um déficit entre oferta e demanda do adoçante começa a aparecer no mundo com alguns produtores se recusando a vender nos preços atuais.

Segundo Chammas, uma próxima entressafra mais curta está associada a dificuldades climáticas e financeiras do setor no Brasil, com dívidas levando muitos grupos a fecharem as portas, o que reduziu a capacidade do parque industrial da principal região produtora do país.

“Com certeza teremos uma entressafra menor no Brasil na próxima safra. Como nós temos mais cana do que a capacidade industrial de processar esse volume, já que quase 40 usinas fecharam desde 2010, as usinas vão moer até mais tarde, também devido a períodos de chuva”, disse.

A moagem de alguns grupos industriais poderia se prolongar em 2015/16 até dezembro, em meio à influência do fenômeno climático El Niño, que tem trazido mais chuvas para algumas áreas, impedindo a colheita nas áreas com solo encharcado.

Ou mais cana também pode ser deixada nos campos para a moagem no ano que vem, após o tradicional período de manutenção da entressafra, devido ao menor número de usinas, com o setor sofrendo após anos de baixos preços do açúcar, subsídios à gasolina e elevação de dívidas, especialmente as dolarizadas.

A chamada cana bisada, que sobra da última safra, é a primeira a ser processada, no início da temporada. Oficialmente, o Centro-Sul inicia a moagem em abril, mas muitos grupos já poderiam começar os trabalhos em março.

“E vai ficar cana [da safra 2015/16] no campo, e algumas vão iniciar mais cedo. Por isso também não preocupa a questão de abastecimento do etanol. Vai ter combustível para suprir o mercado. Números mostram que não teremos estresse de oferta”, completou ele, referindo-se a vendas recordes do biocombustível recentemente, com o etanol mais competitivo que a gasolina em importantes regiões consumidoras.

No início da safra, usinas costumam priorizar a produção de etanol, até porque a cana tem menor concentração de sacarose e mais água. A matéria-prima que ficou da safra anterior poderia ajudar a atender essa demanda.

Essa cana bisada seria contabilizada na moagem 2016/17, permitindo que a próxima temporada tenha condições de registrar uma grande moagem, eventualmente maior que a atual, que está estimada no patamar de cerca de 600 milhões de toneladas.

“Existem condições para que a próxima safra seja grande. Ocorreram boas chuvas em momentos, como julho e agora em setembro, que garantem o desenvolvimento da safra”, afirmou Chammas, não deixando claro se a safra será maior ou menor do que a deste ano, cuja moagem deve ficar próxima do recorde de 2013/14, de 597 milhões de tonelads.

Apesar das fortes chuvas na semana passada, que paralisaram os trabalhos da Biosev, o executivo disse acreditar que a companhia cumprirá o guidance de moagem de até 32 milhões de toneladas na safra 2015/16.

Com o tempo seco previsto para esta semana, o CEO da Biosev acredita que a companhia poderá estar com todas as suas 11 unidades funcionando nos próximos dias, assim que o solo secar, para que não haja risco de as colhedoras arrancarem a raiz da cana, danificando a safra seguinte.

A Biosev tem três usinas em Mato Grosso do Sul, cinco em São Paulo, uma em Minas Gerais e duas no Nordeste, no Rio Grande do Norte e Paraíba, onde a safra já começou a ser processada, enquanto no centro-sul a moagem está em seu momento de pico.

Virada

Segundo ele, apesar das incertezas, o cenário estrutural é positivo para os preços do açúcar, com o mercado global ficando deficitário e concorrentes de usinas brasileiras menos interessadas a vender nos patamares atuais.

“Ninguém esperava o rali recente no açúcar. E é difícil dizer para onde vão os preços daqui a um mês. Mas estruturalmente o cenário é positivo para os preços… O câmbio faz o Brasil vender açúcar nos preços atuais, mas aparentemente outros fornecedores não estão querendo vender nesse preço, então o mercado sentiu um encolhimento da oferta”, destacou. “É um momento de virada do mercado de açúcar, com o primeiro déficit desde 2010. E o pessoal também produziu muito etanol.”

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