Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Biocombustível

Demanda por milho para produção de etanol deve crescer 70% em Mato Grosso

Referência nacional na transformação do cereal em biocombustível, o estado caminha a passos largos para se consolidar como um grande pólo neste segmento

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Demanda por milho para produção de etanol deve crescer 70% em Mato Grosso

Cerca de 1,5 milhão de toneladas! Este foi o volume de milho consumido no ano passado pelas usinas de etanol instaladas em Mato Grosso. Número expressivo, mas que deve ficar “tímido” diante da demanda projetada para este ano: nada menos que 2,6 milhões de toneladas, um crescimento de 73% no período.

Referência nacional na transformação do cereal em biocombustível, o estado caminha a passos largos para se consolidar como um grande pólo neste segmento. Atualmente há cinco indústrias em plena atividade em Mato Grosso, outras três estão em fase de instalação e há pelo menos mais sete projetos em fase de planejamento e licenciamento.

Mas o caminho “sem volta” da agro-industrialização também esbarra em algumas preocupações. A mais recente diz respeito à cobrança do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) sobre o milho, que entrou em vigor no último dia 01 de fevereiro. O tributo incide sobre todo o milho produzido em Mato Grosso que tiver como destino outros estados ou países. Na prática, isso significa que o grão destinado às usinas de etanol instaladas no estado, não terão que recolher o imposto. Mesmo assim, quem depende do milho está com o sinal de alerta aceso.

É o que explica Ricardo Tomczyk, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Ele teme que a medida possa causar um “desestímulo” a muitos produtores e que, consequentemente, isso resulte na diminuição da oferta do grão a médio ou longo prazos, o que podeira limitar a perspectiva de expansão das indústrias.

O receio se justifique à medida em que muitos agricultores fazem as contas e concluem que o investimento no cultivo do cereal não é mais tão atrativo financeiramente. Só com a incidência do Fethab, o produtor terá que pagar R$ 8,33 por tonelada de milho que for vendida para fora do estado e para outros países. O que equivale a R$ 0,50 por saca do cereal. Parece pouco, mas isso representa certa de 2,5% do preço de comercialização do cereal, considerando uma cotação em torno de R$ 20,00 a saca.

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