Imposição de corte de 60 bilhões de euros do Fundo para o Clima e a Transformação (KTF) obrigou o governo a redimensionar as dotações de uma série de ministérios
Ameaça orçamentária pode comprometer transição energética na Alemanha

O governo alemão liderado por Olaf Scholz conseguiu aprovar o orçamento de 2024 em fevereiro, após algumas semanas de atraso e uma batalha no parlamento. No entanto, um corte orçamentário de 60 bilhões de euros no Fundo para o Clima e a Transformação (KTF) levou a uma reorganização das dotações de vários ministérios, incluindo o Ministério para Assuntos Econômicos e Proteção Climática (BMWK), que também sofreu um corte de 200 milhões de euros este ano.
O BMWK é responsável pela realização do leilão alemão de hidrogênio, o H2 Global, e pelo H2-Uppp, que apoia iniciativas de aplicação de hidrogênio verde em países emergentes. No Brasil, o H2-Uppp financia projetos, como o do Grupo Mele de produção de biogás no Paraná.
Apesar da aprovação parcial, o governo alemão enfrenta desafios para implementar o orçamento de 2024, especialmente sob pressão do agronegócio alemão. A estratégia alemã para o hidrogênio, atualizada em julho de 2023, limita o apoio financeiro direto à produção por eletrólise, mas inclui outras fontes até que o hidrogênio verde alcance escala.
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Em relação ao Brasil, a Embaixada da Alemanha afirma que não há mudanças na cooperação atual ou nos compromissos futuros na área de desenvolvimento sustentável. A Alemanha, no entanto, enfrenta desafios internos devido à pressão do setor agrícola.
Além disso, a Embraer anunciou sua adesão ao United Airlines Ventures (UAV) Sustainable Flight Fund, um fundo de investimentos focado em expandir o fornecimento de combustíveis sustentáveis para aviação. O fundo, lançado em 2023, busca investir em startups para impulsionar a descarbonização das viagens aéreas, alinhando-se com as metas de emissões líquidas zero até 2050 da indústria aérea.




















