Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Embrapa cria primeira coleção de micro-organismos

Os quase 20 mil isolados de fungos, bactérias e leveduras podem gerar novos produtos bioativos que podem ajudar na produção agrícola.

Embrapa cria primeira coleção de micro-organismos

A Embrapa Meio Ambiente, instalada em Jaguariúna (SP) implantou uma Coleção de Micro-organismos de Importância Agrícola e Ambiental contendo quase 20 mil isolados de fungos, bactérias, leveduras, arqueias e actinobactérias. Dentre eles há micro-organismos endofíticos ; micro-organismos de vários biomas, como Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e manguezais; actinobactérias associadas a insetos; fungos celulolíticos como o Trichoderma; bactérias associadas a líquens e algas marinhas da Antártida; fungos e bactérias agentes de controle biológico; fungos pigmentados produtores de corantes; e bactérias associadas aos crustáceos que são produtoras de antibióticos.

De acordo com o pesquisador Itamar Soares de Melo, curador da coleção, os micro-organismos podem ser úteis para gerar novos produtos bioativos de importância na agricultura, como os herbicidas, descobrir novos genes com resistência à seca e resistência à salinidade, novos antibióticos, substâncias anticancerígenas, enzimas hidrolíticas, etc. “Como exemplo, temos o Combretum leprosum, que pode ser usado para fins medicinais, atuando como anti-inflamatório, anti-hemorrágico, sedativo, e também como inseticida e herbicida”, diz Melo.

“Recentemente, identificamos desse gênero um composto com propriedades anticancerígenas”, informa ele. “Da Antártida temos os micro-organismos com tolerância a baixas temperaturas que produzem ácidos graxos poli-insaturados, importante na dieta de seres humanos, e aqueles com proteínas anticongelamento, importantes na indústria de alimentos”, completa.

A coleção é composta de duas sub-coleções: uma de trabalho com 15 mil micro-organismos e uma de referência com 1.196 isolados. Na coleção de trabalho os micro-organismos foram coletados em campo nos mais variados ambientes como plantas, além de lavouras como a do eucalipto, e também em biomas como o solo da Caatinga, a Mata Atlântica, o Cerrado e até a Antártida, e preservados para estudos e testes futuros.

Segundo Melo, a preservação é feita por meio de dois processos: ultracongelamento e liofilização e os micro-organismos podem ser usados para controle biológico, detecção de estresse hídrico, corantes e descobertas de novas moléculas para fins diversos. “É a única opção para manutenção, a longo prazo, da diversidade genética e como fonte de materiais para estudos científicos e para triagem de produtos com propriedades biotecnológicas”, salienta o pesquisador.

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