Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Economia

Inflação faz novos estragos nos balanços

Após um recuo de 30% em 2012, os ganhos das companhias abertas caíram 12,1% nos primeiros três meses do ano em relação ao calendário anterior.

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Inflação faz novos estragos nos balanços

Com a inflação em alta, os custos das empresas cresceram mais que as receitas e reduziram os lucros no primeiro trimestre. Após um recuo de 30% em 2012, os ganhos das companhias abertas caíram 12,1% nos primeiros três meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 14,4 bilhões. O levantamento, feito pelo Valor Data com base nos dados da consultoria Economática, leva em conta 238 empresas não financeiras. A quantidade de resultados negativos aumentou: 68 empresas fecharam o trimestre com prejuízo, 20% mais do que um ano antes. A amostra exclui os balanços da Petrobras, Vale e Eletrobras, que tendem a distorcer o resultado final.

A perda de rentabilidade explica o tombo na última linha do balanço. A receita subiu 11% no período, para R$ 234,2 bilhões, mostrando que ainda há fôlego considerável da demanda. Mas os custos avançaram 12,6%, representando 71,9% do faturamento, ante 70,9% e 70,7% nos períodos equivalentes de 2012 e 2011.

O impacto foi maior sobre as despesas operacionais, que subiram 17,8%. O resultado financeiro também pesou. Revertendo a tendência dos últimos trimestres, os gastos com pagamento de juros de dívidas e variação cambial voltaram a subir, com alta expressiva de 29% na comparação anual, para R$ 6,7 bilhões.

A tendência de queda nas margens de lucro começou a aparecer com mais força na segunda metade de 2011, em meio ao cenário de crescimento econômico fraco e aumento de preços. Agora, no entanto, o recuo da lucratividade atingiu também as empresas de bens de consumo, que vinham conseguindo repassar os custos aos consumidores.

O desempenho das elétricas ajudou a puxar o resultado geral para baixo. A forte redução nos preços praticados pelas geradoras que aceitaram antecipar a renovação das concessões e, principalmente, o salto nos gastos pelo acionamento das usinas térmicas derrubaram os ganhos do setor, ainda que os resultados tenham sido menos catastróficos que os previstos pelo mercado.

No geral, a temporada de balanços frustrou a expectativa dos investidores, já bastante conservadora. Cálculos do banco HSBC mostram que os resultados de metade das empresas que compõem o MSCI Brazil – índice utilizado por fundos de investimento passivos – ficaram abaixo do esperado.

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