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Bioenergia

Dez países fundam clube para produção de energia limpa

Embora algumas nações não sejam exemplo na produção de fontes renováveis, outras envolvidas produzem 40% da energia limpa do mundo, e têm assumido compromisso para tornar suas matrizes energética mais limpas.

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Dez países fundam clube para produção de energia limpa

Responsáveis por 40% da produção de energia renovável do mundo, dez países firmaram um acordo para a produção de energia sustentável. Eles fundaram o Clube dos Renováveis com participação da Alemanha, África do Sul, China, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, França, Índia, Marrocos, Reino Unido e Tonga. Além da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) que também foi convidada para ser um membro fundador.

Em uma iniciativa do governo alemão, um dos países que fornece a energia renovável mais cara da Europa, o Clube de Renováveis (Renewables Club) promete ser uma ferramenta política para incentivar o desenvolvimento de fontes alternativas de energia, segundo o site sul-africano Business Iafrica.

“Os membros do clube têm como obrigação liderar pelo exemplo. Essa é uma iniciativa política de países pioneiros que estão unidos com um importante objetivo: a transformação mundial do sistema de energia”, afirmou Peter Altmaier, ministro de Meio Ambiente da Alemanha, durante o evento, ocorrido no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, noticiou o Instituto Carbono Brasil.

“Estamos convencidos de que as energias renováveis são uma parte essencial para a solução dos desafios existenciais que estamos encarando e são um caminho para a sustentabilidade. Destacamos que as energias renováveis entraram em um ciclo virtuoso de queda de custos, expansão de implementação e acelerado progresso tecnológico. Tecnologias renováveis representam uma escolha econômica em um número cada vez maior de países”, afirma o primeiro comunicado da entidade.

Os dez países , alguns “nem tão” sustentáveis

Alemanha – Mais de 25% da energia consumida na Alemanha vem de fontes renováveis, como energia solar, célula de hidrogênio e energia eólica. Um resultado obtido em menos de 25 anos. Para 2020, o governo germânico estabeleceu como meta produzir energia renovável suficiente para abastecer 35% da demanda, em 2030, produzir 50%, e atingir 80% em 2050.

África do Sul – O país foi considerado o décimo sétimo país, entre os 20 melhores na produção de energia renovável no mundo, segundo a Exame. Até 2025, o país deve ampliar a distribuição da energia limpa, com cerca de 20 mil MW de capacidade adicional, mas não abre mão do uso de carvão.

China – Quase 40% do crescimento mundial de eletricidade com base em energia renovável (hidroeletricidade, eólica, solar, entre outros) até 2017 estará na China, segundo um estudo publicado pela Agência Internacional de Energia (AIE).

Dinamarca – Ao lado da Alemanha é destacado pela AIE como uma das referências na produção de energias mais limpas, desde 1990. Até 2050, a pretensão do país nórdico é que o consumo de energia renovável seja de 100%. Este ano, o país atingiu a marca de 25% de uso de energias do vento.

Emirados Árabes – Tendo inaugurado sua primeira usina solar em março deste ano, a Shams 1, o país pretende produzir 7% de sua eletricidade a partir de fontes alternativas até 2020. Em comparação, esta meta foi superada por 21 dos 27 países membros da União Europeia há quatro anos, informou o G1.

França – A França ainda vive o desafio de reduzir as fontes de energias nucleares por fontes mais limpas, o site oficial do país, o France, afirma que a parcela de energias renováveis chegou a 14% em 2008. Mas a agência de notícias Reuters fala em 12% da energia de hidrelétricas e 3% vinda do sol e dos ventos.

Índia – É neste país que se situa o maior parque solar da Ásia. O governo indiano lançou, em 2010, a missão solar nacional. Trata-se de um plano de 19 bilhões de dólares com a meta de gerar 20 mil megawatts de eletricidade solar até o ano de 2022. Uma das medidas adotadas pelo o governo indiano foi obrigar empresas distribuidoras de energia a comprarem uma determinada quantidade de energia renovável para a rede, informou o Instituto Ressoar.

Marrocos – Os governantes da nação têm divulgado como objetivo ter 42 % da matriz energética proveniente de fontes renováveis até 2020, dos quais 14% serão de energia solar, noticiou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Reino Unido – A lei britânica determina que, até 2050, as emissões de CO2 do Reino Unido tenham caído 80% em relação aos níveis de 1990. Para isso, querem reduzir a construção de novas usinas a gás, de acordo com a revista Nature.

Tonga – É considerado um dos países novos que mais contribuiu com a redução de energia em 2012, e está ao lado das nações que ajudam a poupar 110 bilhões de dólares em todo o mundo, por ano, ampliando sua eficiência energética, segundo o Pnuma.

Veja o comunicado do Clube dos Renováveis na íntegra. Clique aqui!

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