Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Conab cortará, mais uma vez, estimativa para a safra de grãos

Produção de soja deverá ser ajustada para entre 88 milhões e 89,7 milhões de toneladas, ainda assim um novo recorde.

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Conab cortará, mais uma vez, estimativa para a safra de grãos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) voltará a reduzir sua estimativa para a produção brasileira de grãos nesta safra 2013/14. Os técnicos da autarquia vinculada ao Ministério da Agricultura ainda estão realizando pesquisas de campo para determinar o tamanho do ajuste, mas já é praticamente certo que o levantamento que será divulgado no dia 12 de março sinalizará um volume total menor que o previsto atualmente, sobretudo por conta das adversidades climáticas que têm afetado lavouras de soja no Paraná e em Mato Grosso.

No levantamento que divulgou no início de fevereiro, a Conab estimou a produção de grãos do país em 193,6 milhões de toneladas, ante as 196,7 milhões projetadas em janeiro e as 186,9 milhões do ciclo 2012/13. Se confirmado, o volume previsto representará um novo recorde. Para a soja, carro-chefe do campo nacional, a Conab ajustou o cálculo para 90 milhões de toneladas, 300 mil a menos que em janeiro e volume 10,4% superior ao apurado na temporada anterior.

Ainda que as informações preliminares enviadas pelos técnicos da Conab indiquem uma redução das chuvas em Mato Grosso e o aumento da umidade do solo em regiões produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul, os problemas das últimas semanas tendem a provocar um corte na estimativa para a colheita de soja de entre 300 mil e 2 milhões de toneladas – ou seja, a colheita ficará projetada entre 88 milhões e 89,7 milhões de toneladas. E já há previsões privadas mais pessimistas. O banco Pine, por exemplo, ontem divulgou que já trabalha com 86,5 milhões.

Como afetaram a colheita de soja, as fortes chuvas que caíram em importantes polos mato-grossenses também atrasaram o plantio do milho safrinha, cuja produção também deverá ser revista pela Conab. No levantamento divulgado no início de fevereiro, a safrinha do cereal foi projetada em 42,8 milhões de toneladas, 7,2% menos que no ciclo anterior, e a produção total de milho foi estimada em 75,5 milhões de toneladas, queda de 6,8% em igual comparação.

Tais ajustes estão sendo esperados com ansiedade pelo mercado, uma vez que as intempéries brasileiras têm colaborado para oferecer sustentação às cotações da soja no país e no exterior. “Ainda faltam informações claras sobre o impacto do clima, mas também há outros motivos que têm ajudado as cotações a subir”, diz Sterling Smith, analista do Citigroup em Chicago.

“Em primeiro lugar, a demanda internacional parece estar aquecida para essa época do ano, quando normalmente são registrados mais cancelamentos de compras [sobretudo por parte da China, maior país importador de soja em grão do mundo]. Além disso, os investidores estão aproveitando para lucrar com as recentes altas do grão”, disse. Segundo Pedro Dejneka, da PHDerivativos Consultoria, o mercado está avaliando de forma “equivocada” os reais impactos do clima no Brasil. Ontem, na bolsa de Chicago, os contratos futuros do grão voltaram a subir por conta das preocupações com a produção em Brasil e Argentina.

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