Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Economia

Alta do custo do crédito é preocupante, diz MB Agro

Para Alexandre Mendonça de Barros, é “equivocado” dizer que a questão de crédito está “tranquila” apenas por conta do aumento de recursos ofertados pelo Plano Safra.

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O economista Alexandre Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Agro (braço da consultoria MB Associados) demonstrou ontem preocupação com o custo do crédito agrícola no país, que dobrou de 2014 para 2015.

Para ele, é “equivocado” dizer que a questão de crédito está “tranquila” apenas por conta do aumento de recursos ofertados pelo Plano Safra. “Me parece equivocada essa leitura”, afirmou o economista ao Valor, após palestra no 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio em São Paulo.

O problema, em sua avaliação, é o aumento da fatia dos juros livres do Plano Safra, em detrimento dos juros controlados. “O que estamos vendo no campo é que os bancos estão fazendo um mix de oferta de juro livre com juro controlado”, disse ele. Nesse contexto, o juro ao produtor agrícola, na média, “praticamente dobrou”, acrescentou.

Além disso, também houve redução na oferta de crédito de pré-custeio antes de julho – início oficial da safra 2015/16 -, e essa menor oferta gerou “problemas de fluxo de caixa não desprezíveis”, afirmou Mendonça de Barros. Há, ainda, problemas decorrentes das provisões que os bancos estão fazendo nas áreas de construção e de petróleo, afirmou o economista, em alusão aos impactos da Operação Lava-Jato. “O crédito privado também se retraiu”.

O sócio-diretor da MB Agro considera que a desvalorização do real em relação o dólar foi benéfica para os produtores brasileiros de soja, algodão e carnes, entre outros. Mas os de açúcar e café não foram favorecidos pelo câmbio porque houve a queda dos preços em dólar correspondente à desvalorização do real. Isso ocorreu porque, nos dois casos, o Brasil é o grande produtor global e há forte correlação entre os preços e a cotação do real.

Questionado sobre a recuperação das exportações de carne bovina, que amargaram queda de quase 20% no primeiro semestre deste ano, Mendonça de Barros previu que a retomada será “lenta”. Segundo ele, os principais mercados que o Brasil exporta hoje são dependentes do petróleo e tiveram seu poder de compra afetado pela queda das cotações do combustível fóssil.

No médio prazo, porém, ele se disse mais otimista por conta das recentes aberturas de mercados – Estados Unidos e China – à carne in natura brasileira. “Vai demorar um pouco para [esses mercados] pegarem volume. Mas se olhar 2016 e 2017, apostaria em recuperação bastante positiva”, disse.

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