Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
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Pesquisa

Países do G-20 aumentam energia verde em mais de 70% em 5 anos

Esse grupo de sete países é liderado pela Alemanha, casa da Energiewende – sua política de mudança rumo a uma energia mais verde

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A fatia da eletricidade gerada nas 20 maiores economias do mundo a partir do sol e do vento saltou mais de 70% em cinco anos, segundo dados recentes.

Num sinal de que a fuga de combustíveis fósseis começa a se cristalizar em algumas regiões, os países do G-20 produziram coletivamente 8% de sua eletricidade a partir de parques solares o eólicos e outras fontes consideradas verdes em 2015, em comparação a 4,6% em 2010. Sete membros do G-20 agora geram mais de 10% de sua eletricidade a partir dessas fontes, em comparação a três em 2010.

Esse grupo de sete países é liderado pela Alemanha, casa da Energiewende – sua política de mudança rumo a uma energia mais verde. Os renováveis fazem parte de 36% do mix energético do país europeu, segundo dados compilados para o “Financial Times” pelo grupo de pesquisa Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

Reino Unido, Itália e França geram mais de 19% de sua eletricidade a partir de renováveis. Brasil e Austrália chegam a 13% e 11%, respectivamente. Para os 28 membros da União Europeia, o número ficou em 18%. Os dados não incluem a energia hidrelétrica, uma das mais antigas fontes renováveis.

Em vez disso, a pesquisa destaca o crescimento de novas formas de energia, como campos solares e eólicos. Essas fontes têm recebido subsídios pesados em muitos países, enquanto os governos tentam combater o aquecimento global.

Esse crescimento foi especialmente forte no Reino Unido, que gerou 24% de sua eletricidade a partir desses renováveis no ano passado, em comparação a apenas 6% em 2010.

Mesmo assim, os combustíveis fósseis continuam a dominar o abastecimento energético em muitos países, incluindo Estados Unidos e China, dois dos mais poderosos defensores do plano das Nações Unidas para a mudança climática apresentado em dezembro em Paris.

A China é o maior mercado do mundo para energia limpa, no momento em que o governo continua a impulsionar a indústria de renováveis. O país contou com quase um terço dos US$ 329 bilhões investidos globalmente em energia limpa no ano passado.

Uma empresa chinesa, a Goldwind, tornou-se a maior fabricante de turbinas eólicas do mundo em 2015, colocando um fim nos mais de 30 anos de supremacia da indústria americana e europeia. As empresas de painéis solares da China dominam há muito esse mercado.

Apesar disso, as usinas tanto solares quanto eólicas foram responsáveis por apenas 5% da geração de eletricidade da China no ano passado, segundo os dados. O percentual é similar ao de Índia, México e Japão. Isso porque a China adicionou uma quantidade “substancial” termelétricas de carvão nesse quinquênio, segundo o analista da BNEF, Abrhan Louw.

Nos EUA, o governo de Barack Obama tem feito grandes esforços para cortar a poluição carvoeira de suas usinas. As geradoras de energia eólica e solar, por outro lado, cresceram consideravelmente.

Mas os combustíveis fósseis continuam a liderar a geração de energia do país. A pesquisa mostra que os não renováveis, descontando-se a energia hidroelétrica, contam com cerca de 8% do total de energia do país.

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