Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Geração de Energia

Eucalipto firma-se como potencial de alta renda e integração na lavoura

Geração de energia vem abrindo caminho para o investimento na cultura do eucalipto, por parte de agricultores locais e regionais.

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Eucalipto firma-se como potencial de alta renda e integração na lavoura

Citada como um dos importantes polos moveleiros do Paraná, Umuarama conta com cerca de 100 empresas no setor. Além dos móveis, a geração de energia vem abrindo caminho para o investimento na cultura do eucalipto, por parte de agricultores locais e regionais. Tal expansão da silvicultura ao longo dos anos na região da Amerios fez com que a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), por meio do Instituto de Florestas do Paraná (IFP), iniciasse um trabalho de qualificação da madeira para levar orientações aos produtores.

A estimativa preliminar do IFP é que a região de Umuarama conte com mais de 25 mil hectares de área plantada de eucalipto. Conforme o técnico do Instinto de Floresta do Paraná, Cláudio Marconi, com a conclusão do levantamento, nos próximos meses, será iniciado o inventário florestal. O documento revelará quais as qualidades de madeiras de eucalipto estão sendo produzidas na região. “Vamos poder orientar os produtores se a madeira será para lenha ou móveis. Como também, levar informações de como transformar a plantação em uma ‘madeira clean’ a mais desejada no mercado moveleiro, e que quase não existe hoje”, disse.

Os primeiros dados do levantamento regional apontam para uma área significativa de madeira indo para a geração de energia e desta forma, o produtor acaba recebendo um valor inferior se comparado com a madeira para a indústria moveleira. “Esse não é o objetivo das lavouras que estamos orientando os produtores. Nem toda produção precisa ir para lenha, se aplicado o manejo correto da produção de eucalipto. Com isso o produtor pode aumentar 500% do seu faturamento”, explicou Marconi.
Conforme o produtor e presidente da Associação dos Produtores de Eucalipto de Umuarama e Região, Itamar Larsen, os mais de 50 associados estão investindo no setor há sete anos e agora iniciam a segunda fase na produção do eucalipto. Até o momento a madeira era utilizada apenas para a produção de lenha, mas assim como outros setores econômicos do País, os preços do produto recuaram pressionados pela crise nacional.

Confiante em uma retomada nos valores, o produtor ressalta que a região conta com um mercado consumidor importante e que necessita de produto de qualidade. “Entramos na fase de iniciar a venda para o mercado moveleiro local, que hoje vem recebendo 100% da madeira de outras regiões do Paraná. Mas para isso, é preciso investir em tecnologia e orientação técnica”, orientou.

Madeira Limpa

O topo da produtividade da silvicultura do eucalipto seria a madeira limpa, ou seja, sem nós. Esse tipo de produto é utilizado para a produção de lâminas utilizadas na indústria moveleira e que hoje é escaço. Para isso, a planta tem que ser trabalhada desde o plantio com espaçamentos diferenciados e manutenção por períodos, com a desrama e raleio. “Não é um plantio comum, começamos a desrama da árvore entre 7 e 8 meses e a acada seis meses continua realizando o processo até atingir a metragem esperada. Posteriormente, também entra o raleio, pois as árvores começam a competir entre si”, ressaltou Marconi.
O produto chega ao seu auge com uma árvore de 15 anos e devido sua qualidade é disputado pelo mercado. “Quando se tem uma madeira sem nós, esse produto agrega valores que chegam a 500% em relação a uma tora comum”, noticiou. 

Poupança verde

Um dos receios do produtor regional em relação ao cultivo do eucalipto é o tempo de produção. Neste sentido, o técnico do IFP explica que a produção de madeira deve ser pensada para cada propriedade e anseios do produtor. Desta forma, o agricultor não precisa esperar os 15 anos para iniciar a geração de renda com eucalipto. “O eucalipto pode ser manejado com outras culturas e essa é a fórmula para o desenvolvimento econômico da agricultura regional” acrescentou Cláudio Marconi.

Quando o produtor se utiliza de maciços florestais, em quatro anos vem o primeiro raleio e pode entrar com a pastagem em meio do eucalipto e a madeira ser vendida para a geração de energia e a construção civil. Mas, se esse é um período grande para o produtor ficar sem renda, então o agricultor entra com silvipastoril na reforma da pastagem. “A orientação é trabalhar com 600 árvores por hectare, o que também vai proporcionar sombreamento ao gado e melhor qualidade de pastagem. A integração lavoura, pecuária e floresta é necessária para elevar os valores de renda da propriedade rural”, orientou o entrevistado.

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