Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,88 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,05 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,81 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,57 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,48 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,06 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,49 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 173,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,05 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 186,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.285,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,51 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,15 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 173,24 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx
Matéria prima escassa

Com oferta limitada, Brasil reduz mistura de biodiesel para novembro e dezembro

Percentual será reduzido dos atuais 12% para 11% diante de uma escassez de soja, principal matéria-prima do biocombustível no país, cujo preço disparou.
 

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Com oferta limitada, Brasil reduz mistura de biodiesel para novembro e dezembro

A diretoria colegiada da reguladora ANP aprovou a redução excepcional e temporária do percentual de mistura obrigatória do biodiesel ao óleo diesel, dos atuais 12% para 11% no bimestre de novembro a dezembro de 2020, diante de uma escassez de soja, principal matéria-prima do biocombustível no país. A medida foi publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União.

“A medida é necessária para dar continuidade ao abastecimento nacional, uma vez que a oferta de biodiesel para o período citado poderia não ser suficiente para atender à mistura de 12% ao diesel B, que vem sendo bastante consumido, apesar da atual situação de pandemia”, disse a ANP em comunicado.

A redução da mistura para 11% era uma das possibilidades apontadas por integrantes da indústria na atual conjuntura. Segundo associações de produtores, a ANP poderia reduzir temporariamente a mistura caso avaliasse oferta insuficiente no leilão do último dia 5.

No bimestre de setembro e outubro, a ANP já havia reduzido a mistura obrigatória temporariamente de 12% para 10%, em meio a preços elevados do biocombustível, que subiram mais de 40% em leilão de agosto ante o certame anterior.
Conforme novo cronograma do 76º leilão, a reapresentação de ofertas, já com uma mistura reduzida para 11%, ocorrerá na próxima sexta-feira.

O preço da soja, que responde por mais de 70% da matéria-prima do biodiesel no Brasil, bateu nesta semana um recorde de 2012, com a demanda aquecida reduzindo fortemente os estoques da maior safra já colhida pelo país.

Garantia de oferta
 
O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) defendeu que o Brasil deveria autorizar a importação de biodiesel diante de uma situação de oferta limitada do produto.

O mercado de biodiesel no Brasil é regulado, com leilões bimestrais realizados pela ANP. O setor do biocombustível é contrário à liberação da importação, embora parte da indústria já defenda a autorização do uso da matéria-prima importada temporariamente, enquanto a oferta de soja não melhora no país.

Associações de produtores afirmaram em comunicados nesta quarta-feira que, embora houvesse previamente um acordo sobre a possibilidade da redução da mistura, a oferta apresentada pelos produtores no leilão seria suficiente para fazer frente a um percentual de 12%.

Para a associação Ubrabio, a oferta total de 1,208 bilhão de litros apresentada na segunda-feira poderia atender a mistura de 12% (B12).

“Entretanto, a entidade entende que a decisão da ANP e do Ministério de Minas e Energia busca dar equilíbrio ao mercado diante das dificuldades do momento –geradas, especialmente, pela escassez de matéria-prima para produção do biocombustível”, afirmou.

Mas a entidade demonstrou que em janeiro e fevereiro o país pode sofrer novamente com a oferta restrita, já que a safra de soja estará apenas começando.

A Ubrabio, que reúne produtores responsáveis por cerca de 40% do volume ofertado no certame, tem defendido a liberação do uso de matérias-primas importadas para a produção de biodiesel, algo vedado pela norma atual.

“O mercado agora aguarda, finalizado este leilão, a aprovação do uso de matérias-primas importadas na fabricação do biodiesel, para poder dar garantias ao normal andamento no leilão de dezembro (L77), para abastecimento do mercado nos dois primeiros meses de 2021, sem a necessidade de redução de mistura mais uma vez”, disse o presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, em nota.

Questionada sobre o processo, a assessoria de imprensa da Ubrabio afirmou não ter conhecimento sobre o andamento das discussões. Procurado, o Ministério de Minas e Energia não respondeu imediatamente.

A discussão do uso de matérias-primas importadas pode ganhar força à medida que a colheita de soja do Brasil, normalmente volumosa em janeiro, deve ganhar maior ritmo somente em fevereiro na temporada 2020/21, com o tempo seco atrasando o plantio.

A associação Aprobio também disse que a oferta firme apresentada pelos produtores era suficiente para B12, acrescentando que a decisão de reduzir a mistura reforça a importância do diálogo estabelecido entre os agentes para trazer segurança ao processo de produção e comercialização, em toda a cadeia.

“A forma como o leilão está sendo conduzido busca promover a manutenção do entendimento entre os vários agentes que envolvem a cadeia da produção e comercialização do biodiesel no sentido de garantir o pleno abastecimento sem atropelos.”

A Aprobio disse acreditar que o reinício do leilão 76 na próxima sexta-feira vai transcorrer com tranquilidade e marcará com êxito a superação de desafios do setor.

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