Primeira onda de calor de 2025 avança pelo sul e centro-oeste do Brasil

A onda de calor que afeta o Rio Grande do Sul se mostra mais abrangente do que o previsto, atingindo também o oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná, centro-sul de Mato Grosso do Sul e extremo oeste de São Paulo. O calor extremo, oriundo da Argentina e do Paraguai, começou a ser sentido no Brasil nesta terça-feira (14/1) e deve persistir até sábado (18/1).
Temperaturas Extremas e Áreas Mais Afetadas
As regiões mais impactadas registrarão temperaturas próximas ou acima dos 40°C, como o oeste do Rio Grande do Sul, áreas próximas à fronteira com a Argentina, e o sul e oeste de Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.
- Santa Catarina: Na quinta-feira (16/1), temperaturas no oeste, planalto e sul podem chegar a 34°C, com máximas acima de 36°C na sexta-feira (17/1).
- Paraná: Cidades como Paranavaí, Umuarama e Maringá devem superar os 37°C.
A persistência do calor é agravada pela ausência de frentes frias, causada por ventos fortes em altos níveis da atmosfera que bloqueiam a entrada de massas de ar polar vindas da Argentina e do Uruguai. Com isso, uma bolha de ar quente se instala na região.
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Apesar das altas temperaturas, são esperadas chuvas típicas de verão, especialmente no fim da tarde, em algumas regiões afetadas.
A baixa umidade relativa do ar, inferior a 30%, preocupa as autoridades, principalmente no Rio Grande do Sul. Essa condição está abaixo do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pode agravar problemas de saúde. A Defesa Civil orienta:
- Evitar atividades físicas sob o sol.
- Manter a hidratação adequada, especialmente de crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde.
O fenômeno é caracterizado por uma sequência de pelo menos três dias com temperaturas 5°C acima da média histórica de uma região. A atual onda de calor deve perder força com o avanço de uma frente fria no domingo (19/1) sobre o Rio Grande do Sul.





















