Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,76 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 209,26 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.210,08 / t
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 208,53 / cx
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Previsão do tempo

Brasil vive contraste climático extremo no início de fevereiro

Veja os impactos do contraste climático extremo no Brasil em fevereiro. Chuvas fortes no Centro-Oeste e calor no Sul do país

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Brasil vive contraste climático extremo no início de fevereiro

A primeira semana de fevereiro tem sido marcada por um forte contraste climático no Brasil. Enquanto áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e parte do Nordeste enfrentam episódios recorrentes de chuva intensa, o Sul do país vive uma onda de calor persistente, com temperaturas próximas ou superiores a 40°C, especialmente no Rio Grande do Sul.

Nesta quinta-feira (5), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para 24 estados e o Distrito Federal. Ao todo, são dois alertas laranja e um amarelo para chuvas intensas e ventos fortes em grande parte do país, além de um alerta vermelho para a onda de calor que atinge os estados do Sul. Segundo meteorologistas, o cenário é resultado da atuação simultânea de sistemas típicos do verão, que provocam impactos distintos conforme a região.

Alertas meteorológicos em vigor

🟠 Alerta laranja – perigo para chuvas intensas e ventos fortes
Período: quinta (5), às 9h, até sexta (6), às 10h
Estados: Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso

🟠 Alerta laranja – perigo para chuvas intensas e ventos fortes
Período: quinta (5), às 9h05, até sexta (6), às 23h59
Estados: Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Roraima e Amapá

🟡 Alerta amarelo – perigo potencial para chuvas moderadas e ventos fortes
Período: quinta (5), às 9h, até sexta (6), às 23h59
Estados: Goiás, Minas Gerais, Pará, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Roraima, Amapá, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Acre

🔴 Alerta vermelho – grande perigo para onda de calor
Período: terça (3), à 0h01, até sexta (7), à 1h
Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná

Onda de calor no Sul

No Sul do país, uma massa de ar quente de origem tropical permanece estacionada, dificultando a formação de chuvas amplas e favorecendo a elevação acentuada das temperaturas. De acordo com a meteorologista Estael Sias, da MetSul, a onda de calor atinge seu pico no Rio Grande do Sul entre esta quinta e sexta-feira (6).

Nos últimos dias, cidades do oeste e da fronteira com o Uruguai registraram máximas entre 37°C e 39°C. Nesta quinta-feira, essas regiões, além da Campanha gaúcha, devem alcançar temperaturas entre 37°C e 40°C. O calor também se intensifica em outras áreas do estado, com máximas acima dos 35°C nos vales e na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Na sexta-feira, antes da chegada de uma frente fria, o calor atinge seu ápice, com temperaturas entre 38°C e 41°C no oeste e noroeste do estado, e entre 36°C e 39°C no centro, nos vales e na Grande Porto Alegre.

A frente fria começa a avançar pelo extremo sul gaúcho ainda na sexta-feira, provocando chuva localizada na Metade Sul e em pontos do oeste e do leste do estado, com possibilidade de temporais isolados devido ao calor acumulado. No sábado (7), o sistema avança pelo restante do Rio Grande do Sul, aumentando a instabilidade, embora a chuva seja irregular e mal distribuída, com baixos volumes na maioria das áreas.

O principal efeito será a redução das temperaturas, sem ingresso de ar frio intenso. Como é comum em frentes frias de verão, o resultado será apenas a moderação do calor. No fim de semana, as temperaturas ficam mais amenas principalmente no sul e no leste do estado, onde várias cidades podem registrar máximas abaixo dos 30°C. No oeste, o calor persiste, porém longe dos extremos observados ao longo da semana.

Ciclone extratropical e rio atmosférico intensificam as chuvas

Enquanto isso, uma área de baixa pressão atmosférica se organiza entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, dando origem a uma frente fria associada a um ciclone extratropical sobre o oceano. Segundo a Climatempo, o sistema é de fraca intensidade e não representa risco significativo de ventos fortes ou agitação marítima.

No entanto, como a atmosfera já se encontra instável no Centro e no Sudeste, influenciada pelo transporte de umidade da Amazônia, a atuação conjunta dos sistemas aumenta o risco de chuva volumosa. Esse transporte ocorre por meio de um rio atmosférico, reforçado por correntes de vento em baixos níveis, que alimentam nuvens carregadas e sustentam episódios de precipitação intensa.

Entre terça-feira (3) e a manhã de quarta-feira (4), diversas áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais registraram volumes superiores a 50 milímetros. Na capital paulista, a chuva provocou transbordamento de rios e novos alagamentos. Para esta quinta-feira (5), a previsão indica a manutenção do tempo instável, com pancadas de chuva forte a intensa, especialmente entre a tarde e a noite, elevando o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos em áreas urbanas e de encosta.

Este é o quarto episódio de formação de ciclone extratropical registrado no ano, o que chama a atenção de especialistas. Para o meteorologista Celso Luis de Oliveira Filho, da Tempo OK, o fenômeno não foge ao padrão climático esperado.

“No outono e no inverno, a diferença de temperatura é maior, o que faz com que os ciclones extratropicais se tornem mais intensos”, explica. Segundo ele, a percepção de aumento desses eventos está mais relacionada à maior cobertura midiática e aos impactos recentes do que a uma tendência comprovada associada ao aquecimento global.

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