Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
Destaque Todas Páginas
Alerta

Risco de El Niño forte a muito forte aumenta

Formação confirmada e risco maior de evento intenso com impactos no clima global e no Brasil

Compartilhar essa notícia
Risco de El Niño forte a muito forte aumenta

Atualmente não há dúvida de que o fenômeno El Niño vai se formar novamente, e seu início oficial deve ocorrer em breve, provavelmente em junho. Desde que o monitoramento da temperatura do Pacífico Equatorial começou a indicar potencial para El Niño em 2026, a hipótese de um episódio forte ganhou força.

O El Niño é o aquecimento acima do normal da superfície do Oceano Pacífico Equatorial, entre a costa do Peru e a porção central do oceano. Quando essa faixa oceânica aquece de forma sustentada, o calor é transferido para a atmosfera e altera ventos e pressão atmosférica por meses, modificando padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta. El Niño e La Niña são fenômenos oceano-atmosfera de escala global que influenciam o clima de países dos hemisférios Sul e Norte.

O fenômeno pode aumentar chuva em algumas áreas e provocar secas em outras. Em anos de El Niño, a Califórnia, nos Estados Unidos, costuma receber mais chuva, enquanto o sul da África, a Índia e parte da Austrália enfrentam déficit pluviométrico. No Brasil, o El Niño tende a trazer mais chuva ao Sul e maior risco de seca na Amazônia e no Nordeste, além de elevar a probabilidade de ondas de calor, sobretudo na primavera.

Em meados de maio de 2026, a média semanal da temperatura da superfície do mar na região central do Pacífico Equatorial (Niño 3.4) atingiu cerca de meio grau acima do normal, o limiar mínimo para caracterizar El Niño. Se o aquecimento persistir nas próximas semanas, o fenômeno será oficialmente instaurado. A expectativa é que a porção central do Pacífico Equatorial se aqueça ainda mais nos meses seguintes.

Projeções indicam aquecimento intenso, potencialmente abrangendo desde a costa do Peru até o meio do Pacífico Equatorial até setembro de 2026, o que sinaliza a possibilidade de um El Niño muito forte, embora essas projeções possam mudar nos próximos meses. A intensidade é crucial porque, quanto mais forte o El Niño, maiores os impactos climáticos globais.

Há meses a Climatempo vem afirmando que o El Niño de 2026 será no mínimo de intensidade forte, mas persiste a dúvida sobre a ocorrência de um El Niño muito forte ou extremo. No gráfico de projeção, anomalias de superfície iguais ou superiores a 2°C na região Niño 3.4 representam um El Niño muito forte; anomalias entre 1°C e 1,5°C correspondem a um El Niño moderado.

A tendência observada nos últimos três meses aponta para aumento da probabilidade de um evento forte a muito forte até o início da primavera de 2026. Ainda assim, cada episódio é singular: eventos fortes anteriores, como os biênios 2015/2016 e 2023/2024, não determinam fenômenos idênticos em 2026. Previsões sobre quais áreas serão mais afetadas por secas, incêndios ou enchentes dependem de análises de médio a curto prazo.

No Brasil

O que já se pode dizer com segurança é que o clima no Brasil e no mundo será influenciado por um El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026. Um evento dessa magnitude amplia substancialmente o risco de tempestades mais frequentes no Sul do Brasil ao longo do inverno e, em especial, na primavera, além de aumentar a ocorrência de dias muito quentes na primavera e no verão na maior parte do país. A redução de chuva no Norte e no Nordeste tende a se manifestar especialmente no próximo verão, já que a primavera é estação naturalmente de baixa pluviosidade nessas regiões.

O que permanece incerto é se o aquecimento no Pacífico Equatorial atingirá o patamar de um super El Niño. É muito provável que o El Niño de 2026 seja forte, mas não se pode afirmar ainda que será extremo. Outra preocupação em escala global é o aquecimento acima do normal de outros oceanos, que, somado ao El Niño, eleva a energia disponível na atmosfera e pode potencializar eventos meteorológicos extremos ao longo de 2026.

A Climatempo segue monitorando os oceanos e o desenvolvimento do novo El Niño, atualizando clientes e o público sobre os possíveis impactos do fenômeno.

Fonte: Climatempo

Assuntos Relacionados
boletimAIboletimSIprevisão do tempo
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329