Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
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PIB do campo deve crescer 4,5%

O crescimento deve recuperar parte de sua fatia na soma global das riquezas brasileiras.

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Redação (27/07/07) – As estimativas divulgadas ontem (dia 26) pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea) indicam elevação de renda de R$ 24,3 bilhões na comparação com 2006. O PIB total somaria R$ 564,4 bilhões. Se confirmada a expansão, a participação do agronegócio no PIB nacional passaria de 27,21% para 27,34%, segundo a CNA, que projeta um crescimento de 4,5% da economia brasileira. 

O cenário amplamente favorável está assentado nos bons resultados das lavouras de milho, algodão, cana-de-açúcar e soja, além da pecuária de leite, aves e bovinos. No primeiro quadrimestre do ano, houve uma expansão de 1,29% no PIB do agronegócio e de 2,29% na chamada renda da agropecuária "dentro da porteira" – 2,27% na agricultura e 2,33% na pecuária. Em 2006, o PIB do agronegócio havia crescido 0,45%, chegando a R$ 540 bilhões – a agropecuária recuou 2,12%, para R$ 149,8 bilhões. 

Com os bons preços internacionais para as commodities e a forte demanda por biocombustíveis, deve haver um expressivo crescimento de 13,7% do Valor Bruto da Produção (VBP), índice que mede a receita dos 25 principais produtos do setor, segundo a CNA. A projeção evidencia uma recuperação de R$ 23,5 bilhões no faturamento das 20 principais lavouras neste ano – ou 15,3% acima do registrado em 2006 -, para R$ 118,4 bilhões. Os cinco segmentos da pecuária devem agregar R$ 7,8 bilhões em renda ao setor (11,3%), atingindo R$ 76,6 bilhões no ano. Numa análise ainda mais detalhada, é possível ver uma recomposição de 23,6% nas lavouras de grãos, sobretudo em soja (22%), cana (28%) e milho (47%). 

Embora o panorama seja bastante positivo, a CNA afirma que os números mascaram os graves problemas de redução das margens de rentabilidade derivada da valorização cambial, do aumento dos custos de produção e as deficiências crônicas de infra-estrutura e logística do país. "Os números não mentem, mas enganam", resume o superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta. "Mesmo com recordes de safra, faturamento e exportações, o produtor não terá renda suficiente neste ano". 

O principal fator externo de instabilidade continua a ser, segundo a CNA, o "descolamento" das cotações das commodities. Na soja, aponta Cotta, os preços na Bolsa de Chicago estão hoje quase 30% acima das cotações de janeiro de 2006. O indicador interno da Esalq aponta, porém, uma ligeira queda nos preços internos. Para o milho, o preço externo está 50% superior a janeiro de 2006, mas a cotação interna registra uma leve variação positiva. "O câmbio está tirando toda a renda adicional do produtor. E isso não é levado em conta quando se analisa a situação macroeconômica do setor", observa o superintendente da CNA. 

Para ampliar a defesa da tese, um levantamento do Cepea-USP indica ter havido forte deterioração na relação de troca para a atual safra, que começou em julho. Segundo Cotta, o custo de uma tonelada de fertilizante em Mato Grosso saltou de 26,3 sacas de soja para 31,3 sacas neste ano. No Paraná, passou de 19,6 para 27 sacas. O custo de um litro de herbicida tipo glifosato subiu de 0,36 para 0,48 sacas de soja no Rio Grande do Sul. E o litro de fungicida passou de 2,7 para 3,26 sacas de soja. "O produtor continua com suas margens apertadas", afirma Ricardo Cotta. 

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