Medidas como a redução das tarifas de importação e da exportação desenfreada de alimentos podem contribuir para melhorar o contexto da crise.
Crise mundial dos alimentos tem solução
Redação (13/08/2008)- Em recentes palestras em São Paulo e Lavras (MG), Pedro Sanchéz, um dos mais respeitados estudiosos sobre a produção de alimentos e coordenador de programas mundiais de erradicação da fome, afirmou para as platéias – que somadas chegaram a mais de 1500 pessoas – que a crise mundial dos alimentos tem solução.
"Uma série de fatores conjunturais foi responsável por essa crise", explicou Sanchéz. Entre eles estão: os altos preços dos fertilizantes e do petróleo, a seca na Austrália que prejudicou a produção de trigo, as enchentes no meio-oeste dos Estados Unidos que afetaram as plantações de milho e soja, os índices de preços mundiais de alimentos que cresceram 40% em 2007 e continuam em alta neste ano e a alta demanda por grãos.
Outro fator que influencia a crise, segundo Sanchéz, é o uso de alimentos para a fabricação de combustível. "Nos Estados Unidos, o etanol de milho representa 30% da produção total do País", calculou. "O produto poderia estar sendo utilizado no combate à fome ao invés de ser destinado à fabricação de combustível. Existem outros produtos, como a cana-de-açúcar, que podem ser utilizados para esse fim", complementa.
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Como resposta para a crise, Sanchéz explicou que há algumas medidas que deveriam ser tomadas, como por exemplo, a redução das tarifas de importação e da exportação desenfreada de alimentos, o aumento da produção de alimentos e dar prioridade à agricultura tropical. "Com essas ações seria possível minimizá-la", ressaltou.





















