Brasil diversificou mercados de exportações do setor agrícola nacional.
Países emergentes devem superar os ricos nas exportações do agronegócio brasileiro
Redação (14/08/2008) – Os países em desenvolvimento deverão superar, nos próximos anos, os mercados desenvolvidos nas exportações do agronegócio brasileiro. De 2001 a 2007, as exportações brasileiras do setor saltaram de US$ 23,9 para US$ 58,4 bilhões. Os países em desenvolvimento foram responsáveis por 54,5% desse crescimento. Nesse período, os países desenvolvidos viram sua participação cair de 60,4% para 51,8%.
No que se refere à avaliação por mercados, é expressiva a redução da União Européia (UE) em 3,2 pontos percentuais e dos Estados Unidos (EUA) em 4,4 pontos percentuais do total comercializado. Ao todo, a participação dos países desenvolvidos nas exportações do agronegócio brasileiro foi reduzida em de 8,6 pontos percentuais entre 2001 e 2007. A UE e os EUA foram responsáveis por 88,4% desse resultado. Mesmo assim, houve crescimento de 109,9% das exportações do agronegócio para os países desenvolvidos, que corresponde a um aumento médio anual de 13,2%.
Por outro lado, os países emergentes aumentaram as importações de produtos do agronegócio brasileiro a uma taxa média anual de 20%. A China, isoladamente, contribuiu com metade da alta na participação dos países em desenvolvimento, passando de 3,7% para 8%, entre 2001 e 2007. Os países do Oriente Médio e da África expandiram a participação em 1,8 pontos percentuais, enquanto que a Rússia aumentou em 1,2.
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Irã – As exportações brasileiras do agronegócio para o Irã, em 2007, representaram 85,2% das vendas totais para aquele país e alcançaram a cifra de US$ 1,6 bilhão. De 1997 a 2007, as exportações brasileiras do agronegócio para o mercado iraniano cresceram 20% ao ano e, a partir de 2002, o ritmo de crescimento atingiu 28,8% ao ano.
Venezuela – Nos últimos quatro anos, a Venezuela registrou um intenso crescimento. Em 2006, ocupava a 12ª posição no ranking dos maiores mercados para os produtos do agronegócio brasileiro e no ano passado ficou em 9º lugar.
Rússia – Dos US$ 3,7 bilhões exportados para a Rússia em 2007, 90% foram produtos do agronegócio brasileiro. Trata-se da maior participação do agronegócio por total vendido a um país.
Diversificação – Em dez anos o Brasil diversificou os mercados de destino das exportações de produtos do agronegócio. É o que mostra o estudo Intercâmbio Comercial do Agronegócio – Principais Mercados de Destino, da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lançado nesta quinta-feira (14).
Diversificar mercados significa maior independência no escoamento dos produtos agropecuários brasileiros. A ampliação da rede de destinos dá mais autonomia e capacidade de negociação ao País. Além disso, um leque variado de países importadores diminui a vulnerabilidade do Brasil em caso de eventuais crises econômicas.
Em 1997, 71,1% das exportações brasileiras do agronegócio tinham como destino os cinco primeiros mercados. No ano passado, essa porcentagem caiu para 63,5%. Já os dez primeiros, em 1997, eram responsáveis por 80%. Dez anos depois, essa participação decresceu para 74%.
Com os 20 primeiros destinos, não foi diferente. Em 1997, compravam 88,3% e, no passado, 83,7%. No que se refere aos trinta principais países que mais importavam produtos do agronegócio brasileiro, em 1997, eles respondiam por 92,9% do total vendido pelo Brasil, índice que caiu para 89%, em 2007.
Em 1997, os cinco primeiros mercados importadores do agronegócio brasileiro eram a União Européia, Estados Unidos, Japão, Argentina e China. Dez anos depois, a China ascendeu para o terceiro lugar, a Rússia tomou a posição da Argentina e o Japão caiu para a quinta colocação. Atualmente, os chineses formam o segundo maior mercado para os produtos do agronegócio brasileiro, atrás apenas da União Européia. Considerando os países isoladamente, o mercado da China já é o principal destino de produtos agrícolas e pecuários do Brasil.





















