As indústrias frigoríficas esperam que a oferta de gado aumento neste segundo semestre, recuperando o fôlego exportador.
Setor espera mais embarques no segundo semestre
Redação (14/08/2008)- De janeiro a julho, o setor comercializou com o exterior 826,5 mil toneladas de carne, volume 16,6% inferior ao mesmo período do ano passado. Apesar da menor quantidade, no entanto, os preços mais altos possibilitaram uma receita 18,2% maior, totalizando US$ 3 bilhões. Com isso, a expectativa é que o Brasil feche 2008 com o recorde de US$ 5 bilhões em carne bovina.
"Há possibilidade de aumentar; vai depender da disponibilidade de gado" afirma o diretor- executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Luiz Carlos de Oliveira. Segundo ele, apesar de a Austrália – principal concorre do Brasil no ranking mundial – ter aumentado seus volumes, ainda não há indícios de perda da liderança. Para o segundo semestre, de acordo com Oliveira, o setor está otimista, pois há a tendência de aumento da oferta de gado e queda nos preço, além da retomada das vendas para os Estados Unidos – suspensas desde o último dia 1 -, da abertura do Chile, até outubro, e do aumento das fazendas passíveis de comercializar com a União Européia.
Em julho, as exportações somaram US$ 513 milhões – 52,78% a mais que no mesmo período de 2007 -, com embarques de 195 mil toneladas – crescimento de 1%. Oliveira diz que o País já ultrapassou a barreira da competitividade em preços.





















