Fonte CEPEA
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,28 / kg
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Suíno - Estadual PRR$ 4,70 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 163,09 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.376,72 / t
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O “novo” agronegócio brasileiro diante da crise financeira mundial

A maioria dos analistas econômicos já reconhece a necessidade de pelo menos dois ou três anos para que o mercado absorva totalmente esta crise e restabeleça a confiança.

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Redação (11/11/2008)- De um lado, o “novo” agronegócio brasileiro, com todo seu potencial, mostrando diversas oportunidades em áreas como biocombustíveis, bioenergia e gestão ambiental (incluindo a chamada ILP – Integração Lavoura-Pecuária). Do outro lado, a alta do dólar e a realidade de uma crise financeira mundial, trazendo incertezas para os produtores agrícolas. A maioria dos analistas econômicos já reconhece a necessidade de pelo menos dois ou três anos para que o mercado absorva totalmente esta crise e restabeleça a confiança. Empresas da cadeia do agronegócio encontram um cenário de retração, falta de crédito para especulação no mercado de valores, perda de investimentos e outros prejuízos.

O movimento de abertura de capitais na Bolsa (IPO´s), após dois anos bastante positivos, praticamente parou, e especialistas calculam que haverá uma possível retomada somente no segundo semestre de 2009. O preço das commodities brasileiras, principal fator de atração do capital estrangeiro, sofre com oscilações e desvalorização. Isso afeta diretamente as exportações que, segundo previsões do setor econômico, poderão acumular perdas de mais de até US$ 5 bilhões no próximo ano. Em contrapartida, o governo brasileiro se mobiliza para injetar recursos – um montante que ultrapassa os R$ 6 bilhões – destinados a financiamentos, compra de equipamentos e custeio da lavoura.

Um panorama de ofertas e demandas, e também de cautelas, será apresentado no 10º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura, que terá como tema “O Novo Agronegócio Brasileiro”. Com o patrocíncio do SEBRAE-RJ, o evento será realizado nos dias 25 e 26 de novembro, na Confederação Nacional do Comércio, no centro do Rio de Janeiro.

O ex-ministro e atual coordenador do Centro de Agronegócio da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), Roberto Rodrigues, falará, na palestra de abertura, sobre o “Panorama e Perspectivas do Agronegócio Brasileiro”. Para ele, o momento é de extremo cuidado para o produtor. “Ele deverá plantar tudo o que for possível com recursos próprios e crédito barato, sem arriscar o plantio com baixa tecnologia, pois um contratempo trará prejuízo ainda maior.” O ex-ministro teme ainda que a crise se alastre e tenha reflexos também nos preços dos alimentos.

Convidado do sexto painel (“As questões do Meio Ambiente”), o ex-ministro da Agricultura do governo Geisel, Alysson Paolinelli, que hoje atua como consultor da empresa Listen, vê um cenário de incertezas e aponta caminhos: “Nós vamos plantar uma safra cara sem saber o que vamos colher em matéria de preços. Eu acho que o governo deveria recompor o preço mínimo dessa safra face os custos de produção de hoje. O Brasil também deveria adotar uma posição protecionista, assim como outros países fazem.”

Na opinião de Arlindo Moura, diretor-presidente da SLC Agrícola, que participa como palestrante do segundo painel do congresso (“Produção de Alimentos”), “a redução da produção agrícola brasileira neste ano-safra é fato. A escassez de financiamentos, os altos custos com fertilizantes e commodities em declínio levam o pequeno e médio produtor à redução da área plantada, da adubação e da tecnologia empregada no setor. Para sobreviver às oscilações do mercado, o produtor deve focar na otimização dos custos de produção.”

Integrando o quarto painel (“Gestão do Novo Agronegócio Brasileiro”), Sérgio Bueno, diretor da empresa Agrícola Rio-Galhão destaca que "a atual crise financeira é uma crise de confiança no sistema bancário global, que traz conseqüências extremamente danosas para o agronegócio brasileiro. A mais importante é a queda brusca no preço das commodities agrícolas. Os custos de produção subiram algo em torno de 50% nesta safra para as principais culturas, tais como a soja e o milho. A fortíssima restrição ao crédito, principalmente internacional, que pega o agronegócio brasileiro às vésperas do plantio, gera impacto direto no resultado da safra 2008/2009."

Programação

Em seis painéis, autoridades, empresários e representantes de diversas instituições debaterão temas de interesse, entre eles, a infra-estrutura de transporte e armazenagem; o mercado de energia e agroenergia; compra de terras; novas fronteiras agrícolas (com destaque para a região do MAPITO, formada pelos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins), meio ambiente e sustentabilidade de produção ligada à certificação e rastreabilidade, entre outros assuntos. Ao final do evento, será realizada a cerimônia de entrega dos prêmios Destaques SNA e A Lavoura, às personalidades que contribuem direta ou indiretamente, e de maneira relevante, para o desenvolvimento do setor. As informações são da assessoria de imprensa da Sociedade Nacional de Agricultura.

Serviço

10º Congresso de Agribusiness “O novo agronegócio brasileiro”
Data: 25 e 26 de novembro de 2008
Local: Confederação Nacional do Comércio Endereço: Av. General Justo, 307 / 9º andar Centro – Rio de Janeiro – RJ
Informações – tel. (21) 3231-6350
www.sna.agr.br

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