A recuperação ensaiada pelas commodities agrícolas foi freada mais uma vez pelas especulações de que uma economia mundial em desaceleração reduza a demanda por grãos.
Bolsa de Chicago à espera do relatório USDA
Redação (10/12/2008)- Os ganhos acumulados em novembro e acentuados durante o pregão de segunda-feira na Bolsa de Chicago (CBOT) já começaram a ser revertidos. A recuperação ensaiada pelas commodities agrícolas foi freada mais uma vez pelas especulações de que uma economia mundial em desaceleração reduza a demanda por grãos.
Apesar da queda registrada na terça-feira, a alta já acumulada pelo dólar frente a outras seis moedas – incluindo o euro e o iene -, tornou as exportações americanas mais caras para os compradores estrangeiros." O mercado de grãos deve recuar ainda mais e então veremos se os consumidores finais desejam comprar", levando em conta a desaceleração do crescimento econômico mundial, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities em West Des Moines, Iowa. "Os mercados ficaram em um estado de retração" depois que o milho avançou 6,7% na segunda-feira e a soja, 4,7%, acrescentou Roose.
Os futuros da soja para entrega em janeiro recuaram 0,8%, para US$ 8,14 o bushel (27,2 quilos). Na última sexta-feira, o preço do grão em Chicago caiu para US$ 7,76 – o mais baixo desde maio de 2007. Desde a cotação recorde de US$ 16,3675 em 3 de julho, a queda acumulada já é superior a 50%. No caso dos contratos de março, o bushel da soja terminou a terça-feira cotado a US$ 8,1825.
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Para Paulo Molinari, da Safras & Mercado, essas "pequenas oscilações negativas que acompanharam o petróleo e dólar devem se intensificar nesta já quarta-feira com a expectativa da divulgação do relatório Usda". De acordo com ele, o mercado espera aumento dos estoques de milho e manutenção dos volumes das safras de soja e trigo. "A partir de amanhã (hoje) o mercado assume uma postura mais agressiva", espera o analista.





















