Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Banco JBS fortalece frigorífico na briga por matéria-prima

Empréstimos da instituição a pecuaristas deverão alcançar R$ 150 milhões até o fim deste ano.

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Um certo atrito na relação entre pecuaristas e frigoríficos já virou parte do dia a dia do setor. Diminuí-lo é uma das intenções do JBS Banco, que está em operação desde julho do ano passado e tem em sua carteira de clientes, até agora, 400 pecuaristas. A instituição financeira pertence à família Batista, controladora da JBS Friboi, o maior frigorífico de carne bovina do mundo.

“No longo prazo, o banco pode diminuir o atrito entre produtor e frigorífico. O banco financia o pecuarista com o compromisso de que ele forneça os animais para abate pela JBS”, explica Emerson Loureiro, diretor-superintendente do banco.

A instituição dá crédito a pecuaristas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs), títulos emitidos pelos produtores de gado como forma de antecipar recursos. As taxas são variáveis e dependem do cliente, segundo Loureiro. O criador recebe o empréstimo e paga com gado no vencimento do contrato.

Nesses primeiros meses de operação do banco, os financiamentos fechados tiveram prazos entre seis meses e um ano. Na prática, isso significa que os recursos emprestados aos pecuaristas – um total de R$ 100 milhões previstos até este mês – estão financiando a fase final de engorda do gado que será abatido em unidades da JBS.

Mas o plano do JBS Banco é ampliar para até três anos os prazos dos empréstimos aos criadores, hoje concentrados em Goiás, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Com mais recursos, poderemos financiar a recria [de bezerro para boi magro]. A ideia é financiar até o melhoramento genético”, afirma.

Para isso e para ampliar os volumes emprestados, o banco captou recentemente R$ 90 milhões, obtidos com outros bancos e fundos, em operações chamadas DPGE (Depósitos a Prazo com Garantia Especial). “Com a captação, a capacidade do banco de emprestar dobrou”, diz o diretor.

O financiamento do produtor também é uma forma de o frigorífico JBS garantir matéria-prima e uma escala de abate de gado mais estável. A preocupação se justifica, já que a JBS sozinha abate, por dia, no país 18,9 mil cabeças de bovinos. Em tempos de baixa do ciclo de produção de gado como hoje – reflexo do abate de matrizes há cerca de três anos – , a possibilidade de garantir a oferta de gado também se torna um diferencial para o frigorífico no mercado.

Ao mesmo tempo, observa Loureiro, com o financiamento, o pecuarista obtém capital para intensificar sua produção. “Queremos incentivar quem tem expertise no negócio”, afirma.

A estimativa do JBS Banco é de chegar ao fim do ano com uma carteira de crédito de R$ 150 milhões. Para isso, está expandindo sua área comercial – inclusive com a contratação de profissionais com formação em agronomia – e aposta num trunfo que tem nas mãos: o conhecimento do setor de pecuária, já que é controlado por uma família que está nesse negócio há mais de 50 anos.

“Os bancos, de uma maneira geral, veem o setor [agricultura e pecuária] como uma coisa só. Acreditamos que são riscos distintos. O pecuarista é diferente do produtor de soja”, comenta.

Conforme Emerson Loureiro, até pelo fato de ser uma instituição nova, a inadimplência hoje no JBS Banco é “praticamente zero”. Além de pecuaristas, o banco tem entre seus clientes cerca de 100 pessoas físicas e gestores de recursos que aplicam em títulos como Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), papéis lastreados em CPRs, por exemplo.

Dentro das operações de financiamento, a expectativa do JBS Banco é emprestar também para o que vem chamando de projetos agropecuários, o que inclui melhoramento genético, reforma de pasto e armazenagem, por exemplo. Poderá também vir a oferecer crédito rural à medida em que tiver depósitos à vista provenientes de conta corrente e poupança.

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