As principais Bolsas de Valores da Ásia fecharam em alta em decorrência so crescimento do PIB chinês.
Alta do PIB impulsiona Bolsa da Ásia
As principais Bolsas de Valores da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira (16/07), impulsionadas pela divulgação do desemprenho da economia da China no segundo semestre. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 7,9% entre abril e junho. A Bolsa da China caiu após a mensagem de cautela do governo sobre o resultado da economia.
A Bolsa de Tóquio fechou em ligeira alta de 0,81%, com 9.344,16 pontos no índice Nikkei 225; a Bolsa de Hong Kong teve alta de 0,57% no índice Hang Seng, que ficou com 18.361,87 pontos; a Bolsa de Seul subiu 0,80%, para 1.432,22 pontos no índice Seoul Composite. A Bolsa de Xangai fechou em baixa, de 0,15%, com 3.183,74 pontos no índice Shanghai Composite.
A alta no PIB chinês superou a expectativa dos analistas, que esperavam ganhos de 7,5%, e mostrou uma retomada após o pior trimestre em dez anos, no começo de 2009. A China experimentava crescimentos acima dos dois dígitos entre 2003 e 2007 quando marcou uma alta de 6,1% no PIB, no primeiro trimestre desde ano.
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Ao divulgar os resultados, o Escritório Nacional de Estatísticas demonstrou cautela sobre a recuperação econômica. “A base para nossa recuperação ainda está fraca e o momento econômico ainda é instável. A força de nossa retomada ainda está desequilibrada e, além disso, ainda há incerteza e volatilidade neste processo.”
“O mercado precisa ver que há recuperação e que o pior já passou”, afirmou Bernard McAlinden, estrategista de investimentos da NCB Stockbrokers em Dublin. “Quanto mais notícias tivermos de ganhos acima das expectativas, mais cedo veremos [as economias globais reacelerarem].”
Para o governo, a melhora no PIB foi reflexo do plano de investimento de 4 trilhões de yuans (US$ 585 bilhões), criado em novembro, para incentivar a produção, baratear mais os preços das exportações e aquecer o mercado interno.
A intenção é encerrar o ano com crescimento de 8%. O Banco Mundial (Bird), por exemplo, projeta uma alta de 7,2% da economia chinesa para 2009.
Apesar disso, o governo da terceira maior economia do mundo começa a registrar indicadores positivos para um cenário de crise. A produção industrial cresceu 9,1% no segundo trimestre de 2009 frente ao mesmo período do ano anterior.
Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, nos três primeiros meses do ano, a produção havia subido 5,1%.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), principal indicador da inflação, caiu 1,1% em ritmo anual no primeiro semestre de 2009. Apenas no mês de junho, os preços ao consumidor caíram 1,7% em ritmo anual, baixando pelo quinto mês consecutivo. Em maio, o recuo foi de 1,4%.





















