UE acusa China de protecionismo para carne suína. Representante diz que chineses estão apenas reforçando as inspeções.
Acusação de protecionismo é infundada, diz China
A China disse que seu controle sobre as importações de carne suína de vários países europeus está em linha com as leis, e a acusação da União Europeia de que Pequim estaria praticando protecionismo é infundada. A China solicitou testes adicionais na carne suína da França, Itália, Espanha e Dinamarca e a desinfecção de todos os contêineres depois que a gripe suína, ou o vírus Influenza A/H1N1, foi encontrada em suínos na Irlanda, disseram fontes oficiais europeias.
“Isso será uma grande preocupação para a UE porque é interpretado como protecionista”, disse em Pequim esta semana, Androulla Vassiliou, comissário do bloco para Saúde e Segurança Alimentar.
Entretanto, o ministro do Comércio da China disse que as importações de suínos desses países ainda são permitidas e que foi legítimo para Pequim impor testes e medidas de quarentena sobre a carne. A acusação de protecionismo da Europa é infundada, disse o ministro. “As medidas chinesas adotadas estão de acordo com as leis da China e as regras da Organização Mundial do Comércio”, disse o ministro. “A acusação do comissário europeu de saúde e segurança alimentar de que a China estaria impondo medidas restritivas e praticando protecionismo são completamente sem fundamento”, completou.
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A Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena disse ontem que não estava barrando as importações de suínos da Europa, mas, meramente, “reforçando as inspeções”, informou à imprensa.
A China importou 932 mil toneladas de suínos no ano passado, ou 50,6% do total de carnes importadas pelo país, segundo dados do Ministério do Comércio.





















