Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,01 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,72 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 198,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 221,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,69 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,88 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.253,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.114,33 / t
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Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 184,09 / cx
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Exportação

Efeitos do dólar baixo

Exportações sentem o efeito da baixa cotação da moeda americana. Governo tenta conter a valorização do real com imposto.

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Você que produz para exportação já deve ter sentido no bolso os efeitos do dólar baixo. Na semana passada, o governo publicou uma medida para tentar conter a valorização do real. Agora, todo o investimento estrangeiro aplicado no mercado vai ter que pagar 2% de imposto. A repórter Camila Marconato foi saber os impactos da medida na agricultura.

O câmbio é um dos fatores que mais têm impactado a agropecuária de exportação nos últimos anos. com o dólar baixo, esses produtos rendem menos reais. Veja o caso da soja.

Veja o caso da soja: de janeiro a setembro, o Brasil bateu recorde de exportação com 27 milhões e 500 mil toneladas de soja em grão, 25% mais do que o exportado no mesmo período do ano passado. No entanto, o faturamento cresceu só 11%.

Em São Paulo, o economista José Roberto Mendonça de Barros acredita que a medida do governo será pouco eficaz, porque o vigor da economia brasileira vai continuar atraindo muito investimento em dólar.

“O que as autoridades brasileiras podem fazer a respeito é muito limitado. Incomoda a baixa do dólar desta forma? Certamente. Os exportadores ficam espremidos, infelizmente isso é absolutamente verdadeiro. Mas eu efetivamente acho que há pouco o que fazer, porque não é um domínio de especulação como foi no passado, de entrar, ficar dois ou três meses, ganhar um dinheirinho e depois ir embora. É um movimento de longo prazo que agora está dominando. E não são muitos países que estão recebendo isso, mas nós estamos entre eles, assim como o Canadá, como a Austrália, a China, o que é um sinal de fortaleza da nossa economia, nesse sentido não ruim”, declara.

O coordenador do centro de estudos em agronegócios da FGV, Roberto Rodrigues, também duvida da eficácia da medida.

“O positivo deste processo é que o governo está atento para tomar uma medida. Só que ela é insuficiente. Os efeitos dela na questão da especulação, investimento externo, é muito transitória e logo desaparecerá”, diz.

“E quais medidas o senhor acredita que seriam mais efetivas para conter esta desvalorização?”, pergunta a repórter.

“Várias são possíveis. A mais importante mesmo é a redução da taxa de juros, mas é um processo de longo prazo, porque faz parte da política interna do governo. De modo que nós tínhamos que ter já: bastante dinheiro e barato para a exportação, redução de todos os impostos para exportação agrícola e até mesmo redução de impostos de alguns produtos importados e principalmente, uma vigorosa política de compra de dólares pelo Banco Central”, afirma.

O dólar fechou a sexta-feira valendo R$ 1,71. Apesar da medida anunciada pelo governo, o valor da moeda permaneceu estável.

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