Pará e Venezuela estabelecem nova rota marítima para aumentar exportações. Acordo vai tornar carne brasileira mais competitiva no mercado venezuelano.
Brasil e Venezuela selam acordo
Os governos da Venezuela e do Estado do Pará assinaram, nesta semana, termos de cooperação nas áreas de energia, ciência e tecnologia, agricultura, povos indígenas, transporte, educação superior, turismo, cultura e esporte. Segundo a governadora Ana Júlia Carepa, um dos principais acordos firmados com o presidente Hugo Chávez é o estabelecimento de uma rota marítima regular de navios entre o Pará e a Venezuela.
“O presidente Chávez determinou que em 45 dias os navios já façam o primeiro carregamento, trazendo produtos que nos interessam, como fertilizantes, e levando carnes, pescados, frutas e polpas”, disse Ana Júlia à Agencia Brasil. Segundo ela, atualmente os agricultores e pecuaristas têm que transportar sua produção até o Porto de Santos, em caminhões refrigerados, para ser exportada. Com a nova rota, os navios sairão do Porto de Barcarena, próximo a Belém.
“Todos ganham porque o preço dos produtos será bem mais viável e cria uma rota de oportunidades não só para a Venezuela como também para outros países. Vai reduzir muito o preço do frete, melhorar a lucratividade dos produtores e tornar nossa carne muito mais competitiva”, ressaltou a governadora.
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As exportações para a Venezuela têm crescido muito nos últimos anos. De acordo com dados do governo paraense, o Estado exportava para aquele país, até 2006, cerca de US$ 170 milhões em produtos. Dois anos depois, em 2008, o valor quase dobrou, saltando para US$ 334 milhões. Além de fertilizantes, os venezuelanos devem embarcar cimento e derivados de petróleo para o Brasil.





















