Contratos futuros do milho e da soja tiveram alta na bolsa de Chicago (EUA). No Brasil, dólar registra baixa 0,74%.
Fechamento de mercados
AGROMERCADOS
BOI VIVO CHEGA MORTO
Não bastasse o desmatamento da Amazônia, a pecuária brasileira agora enfrenta a polêmica da exportação de boi em pé. A Sociedade Mundial de Proteção Animal elaborou um extenso relatório sobre a exportação de gado vivo. O dossiê, elaborado pelo professor Reinaldo Gonçalves (Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), calcula entre 14% e 27% as perdas econômicas decorrente da exportação de gado vivo, se comparada à venda de carne congelada/resfriada, couro e subprodutos.
MAL ESTAR
Pior ainda: exportar gado em pé, segundo a Sociedade, causa sofrimento animal, tem alta taxa de mortalidade (10% dos bois chegam mortos ao destino), provoca lesões, diminuição da oferta doméstica e queda da qualidade da carne, além da redução do valor agregado, da arrecadação tributária e dos empregos no Brasil.
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PREÇO BAIXO
No mercado internacional, o preço médio da carne congelada é duas vezes maior do que o preço médio do quilograma do bovino vivo.
QUALIDADE ÉTICA
“O Brasil precisa dar valor à qualidade ética da carne”, diz Charli Ludtke, gerente de Animais de Produção da Sociedade Mundial de Proteção Animal. Segundo ela, os bois exportados pelos pecuaristas brasileiros enfrentam longas viagens, em jornadas que duram às vezes mais de três semanas em situações precárias: amontoados nos navios, com pouca ração e quase sem água.
LÍBANO E VENEZUELA
A maior parte do gado embarcado (430 mil em 2007) segue para a Venezuela e para o Líbano.
E O HALAL?
O curioso é que o Líbano, país de maioria mulçumana, é um grande consumidor de alimentos Halal, norma islâmica que busca restringir ao máximo o sofrimento dos animais no momento do abate.
OUTRO LADO
O pessoal da Scot Consultoria, porém, criticou o dossiê da Sociedade Mundial de Proteção Animal. “São informações enviezadas, que não consideram todos os lados do tema analisado”, diz a “Carta do Boi” de hoje.
PECUÁRIA NÃO É VILÃ
A Sociedade Rural Brasileira distribui documento intitulado “Pecuária não é vilã do meio ambiente”. Um dos argumentos da entidade é que o desmatamento ocorre principalmente em razão de falta de regularização fundiária, que estimula a atividade de posseiros e grileiros e a informalidade.
NÓS QUEM?
“O desmatamento não é um problema da pecuária. Leis inadequadas e falta de ação do Estado criam situações de descontrole. Em São Paulo, por exemplo, que é grande exportador de carne bovina, a área de florestas tem aumentado”, diz o documento da SRB.
NOSSOS BOSQUES…
Segundo a Sociedade, apesar de todo o noticiário negativo, o Brasil é o maior detentor de florestas do mundo, com mais de 50% do território, enquanto na Europa as florestas originais ocupam apenas 0,1% .
BOI DESATOLA
Hoje a arroba fechou o dia a R$ 75,75 no vencimento dezembro, alta de R$ 1,44
EFEITO CHINA
O aumento da demanda chinesa por soja aqueceu as cotações da soja na bolsa de Chicago, apesar da supersafra mundial. Contratos com vencimento em março encerraram o pregão negociados de sexta-feira a US$ 10,43 por bushel, ganho de 7,25 centavos de dólar. Hoje, subiram de novo: para US$ 10,61/bushel.
SOJA A R$ 38,80
Em Rondonópolis, sul de Mato Grosso, a saca de 60 quilos do grão saiu por R$ 38,80, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
MILHO SOBE
O contrato do milho para março também subiu no pregão desta segunda-feira, para US$ 4,0850/bushel.
DÓLAR A R$ 1,74
Enquanto a soja sobe, o dólar cai. Hoje recuou para R$ 1,74, perda de 0,74%.
FECHA ASPAS
“Meu animal favorito é o bife” – Fran Lebowitz
– COM INFORMAÇÕES DA BM&FBOVESPA





















