Ministério da Agricultura identifica fraude em certificado de exportação para União Europeia da Arantes Alimentos.
Fraude em bovinos

Em uma auditoria de rotina, há cerca de dois meses, o Ministério da Agricultura identificou que a Arantes Alimentos adulterou certificado sanitário para exportação de carne bovina à União Europeia. Após a descoberta, o frigorífico foi desabilitado para exportar ao bloco e cargas de carne que estavam a caminho dos mercados compradores tiveram de retornar. A UE foi informada sobre o problema pelo ministério brasileiro. Procurada, na sexta-feira, a Arantes Alimentos não retornou as ligações da reportagem.
Em decorrência do episódio, o Ministério da Agricultura decidiu fazer auditoria nos documentos de exportação de todas as empresas brasileiras que vendem para a União Europeia. De acordo com fontes do setor, o ministério não encontrou fraudes nos certificados dessas outras empresas.
A descoberta de adulteração nos certificados de exportação ocorre num momento delicado para o Brasil, já que a União Europeia enviará este mês uma missão técnica ao País para avaliar o sistema de defesa animal, que inclui a rastreabiliadade do gado. Atualmente apenas um número restrito de fazendas do País com animais certificados e rastreados pode fornecer bovinos para abate nos frigoríficos e exportação para o mercado europeu.
Leia também no Agrimídia:
- •Alimentos devem seguir acima da inflação geral em 2027, aponta Focus
- •Pilgrim’s Europe eleva faturamento para £ 4,12 bi em 2025, mas prevê pressão sobre margens da carne suína
- •Cargill anuncia aporte superior a US$ 130 milhões para ampliar avicultura na Ásia
- •Seara consolida faturamento de US$ 500 milhões no Oriente Médio
Para evitar qualquer medida dos europeus, o governo vai argumentar que só foi possível descobrir a fraude no certificado porque o sistema de auditoria é confiável.
Uma fonte do setor avalia que o episódio não deve prejudicar o Brasil ante a União Europeia. A razão, diz, é que a falsificação do certificado foi um caso isolado. Além disso, a fiscalização funcionou e o governo agiu rápido para evitar novas fraudes, afirma.
























