Soja e milho avançam na bolsa de Chicago (EUA). Na BM&FBOVESPA, o dólar no balcão fechou praticamente estável, a R$ 1,76.
Fechamento de Mercados

AGROMERCADOS
GUERRA DO CHURRASCO
Durou pouco a nova guerra entre ruralistas e o governo da Argentina. Na semana passada, o secretário Guillermo Moreno, de Comércio Interior, decidiu suspender as exportações de carne bovina como forma de conter os preços internos.
MORENO AMARELA
Diante da forte reação dos produtores e frigoríficos, Moreno voltou atrás no final da tarde desta terça-feira (16) e liberou os embarques. A presidente Cristina Kirschner desconversou. Disse que não sabia de nada.
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VERÃO MAGRO
De dezembro para cá, os preços da carne bovina subiram mais de 30% no varejo, obrigando os argentinos a reduzir fortemente o consumo do produto. Segundo dados da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes da Argentina, o consumo por habitante caiu 20% nos primeiros dois meses deste ano.
ABATE DE “MADRES”
Os pecuaristas atribuem a escassez de carne ao forte abate de matrizes nos últimos três anos, resultado, segundo eles, da “política anti-pecuária do governo”. Em janeiro último, a produção de carne bovina caiu cerca de 16% em relação ao mesmo mês de 2009.
DIETA FORÇADA
O consumo de carne na Argentina, 73 quilos por habitante/ano, é o maior do mundo, mas pode cair este ano para 59 quilos. Com 40 milhões de habitantes, a Argentina tem um rebanho de 51 milhões de cabeças. No ano passado, as exportações de 600 mil toneladas de carne bovina renderam ao país US$ 1,6 bilhão.
CUSTO DO FRETE
A Ferrovia Centro-Oeste poderia reduzir o custo do escoamento a soja em Mato Grosso em cerca de R$ 1 bilhão por safra, segundo cálculos da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso).
FERROVIA DA SOJA
Glauber Silveira da Silva, presidente daa Aprosoja, diz que de cada 50 sacas colhidas por hectares no Estado, 25 hoje são destinadas ao pagamento de frete. A Ferrovia Centro-Oeste cortará 15 municípios do Estado e deve ligar Uruaçu (GO) a Vilhena (TO).
ALTA EM CHICAGO
Nesta terça-feira, os contratos da soja para maio registraram alta de 1,61%, avançando para US$ 9,45 o bushel. Na BM&FBOVESPA, a soja foi negociada a US$ 20,86 a saca para entrega em maio, alta de 14 centavos.
MILHO AVANÇA
Alta também para o milho na bolsa de Chicago. Os lotes para maio, os mais negociados, subiram 0,96% e fecharam o dia a US$ 3,66/bushel, com valorização de 3,50 cents. Os contratos futuros do milho na BM&FBOVESPA fecharam o dia estáveis no vencimento setembro, a R$ 18,95 a saca.
DÓLAR NO BALCÃO
Na BM&FBOVESPA, o dólar no balcão fechou praticamente estável, a R$ 1,76
ARROBA A R$ 79,12
Com alta de 63 centavos, a arroba do boi gordo fechou hoje a R$ 79,12 na BM&FBOVESPA.
CAFÉ ESQUENTA
Os lotes do café arábica para maio subiram para 132,75 cents por libra-peso na bolsa de Nova York. Em Londres, o robusta teve pequena alta, encerrando a sessão a US$ 1.231 a tonelada, alta de US$ 6. Na BM&FBOVESPA, os contratos do café arábica reagiram nesta terça-feira, fechando a US$ 158,35 para entrega em setembro, com ganho de US$ 2,55/saca.
AÇÚCAR DESPENCA
Com a perspectiva de boas safras de cana no Brasil e na Índia, os preços do açúcar despencaram de fevereiro para cá. No pregão de hoje, em Nova York, os contratos futuros do açúcar demerara tiveram perdas de 5,93%, recuando a 18,24 cents por libra peso no vencimento maio. Em Londres, o açúcar refinado perdeu US$ 19,80, fechando a US$ 521,40 a tonelada no vencimento maio.
SUCO RECUA
Mais um dia de queda para o suco de laranja na bolsa de Nova York. Os contratos para maio recuaram a 150,40 cents por libra peso.
FECHA ASPAS
“Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa” – Platão.
– COM INFORMAÇÕES DA BM&FBOVESPA





















