Dilma Rousseff defende retaliação caso Argentina proíba importação de alimentos. “Como brigamos com os EUA no caso do algodão”.
Opinião da candidata
A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu hoje que o Brasil retalie a Argentina se o país vizinho proibir a importação de alimentos que também sejam produzidos localmente.
A medida, anunciada na quinta passada pelo secretário do Comércio Interior argentino, Guillermo Moreno, está prevista para vigorar em junho e pode barrar produtos brasileiros como carne suína, tomates e milho em conserva.
“Existe pela OMC [Organização Mundial do Comércio] e pelo Mercosul a possibilidade de retaliar. Uma medida tão agressiva como essa que foi tomada contra o Brasil, ela tem de ser respondida. O primeiro momento é ter uma posição firme, muito forte”, disse a presidenciável durante entrevista ao programa “Painel RBS”, hoje pela manhã.
Leia também no Agrimídia:
- •Síndromes respiratórias, sanidade e cenário global marcam a edição de fevereiro da Revista Suinocultura Industrial
- •Argentina confirma novo surto de Influenza Aviária em granja comercial e reforça alerta sanitário na avicultura
- •A avicultura brasileira e o mercado mundial de carnes no Anuário Avicultura Industrial
- •Reino Unido impõe restrições a importações do Chipre após surto de febre aftosa
A petista sustentou que o Brasil deve lidar da mesma forma como “quando começamos a brigar com os Estados Unidos pelo algodão”.
O país obteve o direito de retaliar produtos americanos porque Washington deu ao setor algodoeiro subsídios que a OMC considerou ilegais.
Dilma também criticou a medida não ter sido formalizada pelo governo argentino. “Não acho adequado o que foi feito pela Argentina contra o Brasil. Primeiro, foi feito sem manifestação formais. Uma relação entre dois países é formal”, declarou.





















