Exportação agrícola dos Estados Unidos atinge US$ 105 bilhões, puxada pelo “apetite” asiático por importações.
Recuperação dos EUA

Assim como ocorreu no Brasil, as exportações do agronegócio dos EUA se recuperam. Uma ligeira melhora na economia mundial, recorde de produção e alta de preços de algumas commodities vão permitir exportações de US$ 105 bilhões neste ano.
Se confirmado, esse valor supera em US$ 28 bilhões as importações, que devem ficar próximas de US$ 77 bilhões. Além da recuperação parcial da economia mundial, os norte-americanos contam com o apetite asiático por importações.
As estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que as exportações para a Ásia vão atingir US$ 43 bilhões, superando as enviadas aos países do Ocidente, o que não ocorria até o ano passado.
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As estimativas de recuperação das exportações dos Estados Unidos correm perigo, no entanto. O risco vem da necessidade de a Europa não permitir que os problemas originados na Grécia avancem para um número maior de países.
Portugal, Espanha e Irlanda já sentem os efeitos dessa nova crise econômica.
A soja é um dos destaques nas vendas externas norte-americanas. Após uma sequência de safras elevadas, os estoques do país estão se recompondo e as exportações podem somar 40 milhões de toneladas, 14% a mais do que em 2009.
A recuperação internacional nos preços do algodão também auxilia a retomada das exportações norte-americanas. Previstas em US$ 4,6 bilhões, as receitas com o produto devem superar em 29% as do ano passado.
Os EUA obtêm também melhora no setor de carnes, principalmente devido à recuperação internacional dos preços. As receitas devem somar US$ 20,3 bilhões, 7% a mais do que em 2009.
Entre as importações, os maiores gastos do norte-americanos virão de frutas, vegetais, bebidas e óleos essenciais, totalizando US$ 35 bilhões. Açúcar e produtos tropicais (cacau, café etc.) somam outros US$ 17 bilhões.





















