Moeda brasileira passa euro e fica atrás apenas do dólar em derivativos. Real não é uma moeda totalmente conversível, mas possui mercado futuro bem desenvolvido.
Real forte
O real é agora a segunda mais importante moeda nas bolsas internacionais de derivativos financeiros em termos de posições em aberto, atrás apenas do dólar americano e à frente do euro, disse o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).
O volume de posições em aberto em contratos futuros e de opções da moeda brasileira subiu 41% nos primeiros três meses de 2010 para US$ 0,14 trilhão, disse o BIS em seu relatório trimestral publicado ontem (13).
“A importância do real no segmento de moedas do mercado de futuros e opções se deve ao fato de haver comparativamente poucos negócios no mercado de balcão”, informou o banco.
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O real não é uma moeda totalmente conversível, mas possui um mercado futuro bem desenvolvido e bastante líquido.
O volume total de contratos em aberto nos futuros e opções de moedas subiu 29% no primeiro trimestre do ano, ultrapassando em muito o percentual de 11% para o crescimento do mercado de futuros e opções como um todo, que movimentou US$ 9 trilhões.
O volume de contratos em aberto de futuros e opções do dólar dos EUA alcançou US$ 0,33 trilhão ao final de março e o montante em euros chegou a US$ 0,10 trilhão.
A moeda brasileira é atraente para investidores devido à força da economia do país, à sua alta taxa de juros – que foi acima de 10% na semana passada – e ao seu status de moeda atrelada às commodities. O real, no entanto, continua sendo uma moeda vulnerável em tempos de grande aversão a risco nos mercados financeiros.





















