Global Manufacturing Competitiveness Index diz que o Brasil deve ultrapassar os EUA em termos de competitividade na indústria de transformação em 5 anos.
Emergentes serão mais competitivos

Os países emergentes devem se beneficiar da atração de mão de obra qualificada, à custa dos países desenvolvidos, o que vai aumentar sua competitividade de modo radical. A conclusão é de uma pesquisa feita pela consultoria Deloitte e pelo Conselho de Competitividade dos EUA, associação da indústria americana.
O Global Manufacturing Competitiveness Index diz que o Brasil deve ultrapassar os EUA em termos de competitividade na indústria de transformação em cinco anos. Nesse mesmo período, o México deve ultrapassar o Japão, e a Polônia passaria Cingapura.
Trabalhadores talentosos, capazes de produzir inovações, são o fator-chave para elevar a competitividade do setor manufatureiro, segundo a Deloitte. E os EUA estariam tendo cada vez mais dificuldade em ter acesso a esses trabalhadores, o que deve contribuir para que o país se torne menos competitivo globalmente nos próximos cinco anos.
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O relatório é baseado nas respostas de mais de 400 CEOs em todo o mundo, feitas entre o fim do ano passado e o começo deste ano.
“Num nível mais amplo, o estudo confirma que o cenário geral do setor manufatureiro está passando por uma transformação que vai reformular as chaves para o crescimento econômico, para a criação de empregos de alto valor agregado e para a prosperidade nacional”, disse Deborah Wince-Smith, presidente do Conselho de Competitividade dos EUA.
Os consultados pela pesquisa tiveram de dar uma nota de 0 a 10 para uma lista de fatores que afetam a competitividade das empresas. O peso dado a cientistas, engenheiros e outros profissionais mais bem formados – classificados como “trabalhadores talentosos” – cresceu bastante, chegando a uma mediana de 9,22 pontos, contra 7,67 pontos para custos de mão de obra; 7,31 pontos para custos de energia; e 7,15 para qualidade de infraestrutura.
Segundo a expectativa relatada na pesquisa, o Brasil sairá do quinto lugar atual no ranking de competitividade para o quarto daqui a cinco anos, ultrapassando os EUA. China, Índia e Coreia do Sul continuariam ocupando os três primeiros lugares respectivamente.
Para Craig Giffi, coordenador e um dos autores do estudo, o “epicentro” da indústria de transformação vai continuar a migrar para os mercados emergentes. E para a Ásia, particularmente. “O que vimos na ordem mundial na segunda metade do Século XX foi o surgimento de novos paradigmas na indústria de transformação.”





















