Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,47 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,21 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,70 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,39 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 154,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,27 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.566,88 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Clima

La Niña preocupa avicultores

Possibilidade de seca provocada pelo fenômeno coloca em alerta os avicultores do norte do Paraná.

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La Niña preocupa avicultores

O fenômeno climático La Niña tem preocupado os criadores de aves. A longa estiagem pode provocar a morte dos animais e é preciso gastar mais com energia elétrica para manter o conforto térmico nos aviários. O clima é acompanhado de perto também pelas empresas integradoras, que fornecem os pintainhos aos produtores.

Com o clima geralmente quente em Cambé, no norte do Paraná, o criador de aves Antonio Luis Fernandes troca a água dos animais várias vezes ao dia. Agora, com o risco de períodos longos de seca que podem ser provocados pelo La Niña, ele vai pintar de branco o teto do aviário, na tentativa de ajudar a refletir o calor. O produtor já prevê mais custo para manter os ventiladores e os nebulizadores.

“Acredito que vou gastar em torno de 50% a mais com energia elétrica”, afirma o avicultor.

O criador também acredita que em alguns períodos terá de deixar os equipamentos funcionando 24 horas. A temperatura no interior do aviário não pode passar de 24ºC e a umidade do ar tem que ficar em 45%. O conforto térmico das aves evita a morte além do previsto e, consequentemente, prejuízo na produção.

Se o calor no aviário não for controlado, a energia que seria utilizada pela ave para ganhar peso, passa automaticamente a ser consumida pelo organismo para equilibrar a temperatura do corpo. Com isso, a ave não engorda, deixa de ganhar peso e o produtor deixa de receber o valor ideal pela conversão alimentar.

Conversão alimentar é o cálculo de quanto a ave come e quanto ganha em peso por dia. Se ela atingir o peso ideal para abate em até 45 dias, melhor para o produtor. Do contrário, se queimar energia e ainda morrer, é custo perdido com ração e renda a menos. Uma conta que preocupa não só o criador, mas também a empresa integradora.

“Seria normal a morte de uma ave a cada mil frangos. Considerando um aviário com 20 mil aves, seriam 20 frangos morrendo por dia. Em um stress calórico, poderia-se chegar a 100 aves morrendo por dia, ou até mais. Isso representa uma perda de cerca de 1,8 mil a 1,9 mil quilos de carne. O custo para produzir esse frango é de mais ou menos R$ 3 mil. Seriam R$ 3 mil perdidos, jogados fora”, alerta Dionísio Sperandio Neto, veterinário de uma empresa integradora.

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