Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Clima

La Niña preocupa avicultores

Possibilidade de seca provocada pelo fenômeno coloca em alerta os avicultores do norte do Paraná.

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La Niña preocupa avicultores

O fenômeno climático La Niña tem preocupado os criadores de aves. A longa estiagem pode provocar a morte dos animais e é preciso gastar mais com energia elétrica para manter o conforto térmico nos aviários. O clima é acompanhado de perto também pelas empresas integradoras, que fornecem os pintainhos aos produtores.

Com o clima geralmente quente em Cambé, no norte do Paraná, o criador de aves Antonio Luis Fernandes troca a água dos animais várias vezes ao dia. Agora, com o risco de períodos longos de seca que podem ser provocados pelo La Niña, ele vai pintar de branco o teto do aviário, na tentativa de ajudar a refletir o calor. O produtor já prevê mais custo para manter os ventiladores e os nebulizadores.

“Acredito que vou gastar em torno de 50% a mais com energia elétrica”, afirma o avicultor.

O criador também acredita que em alguns períodos terá de deixar os equipamentos funcionando 24 horas. A temperatura no interior do aviário não pode passar de 24ºC e a umidade do ar tem que ficar em 45%. O conforto térmico das aves evita a morte além do previsto e, consequentemente, prejuízo na produção.

Se o calor no aviário não for controlado, a energia que seria utilizada pela ave para ganhar peso, passa automaticamente a ser consumida pelo organismo para equilibrar a temperatura do corpo. Com isso, a ave não engorda, deixa de ganhar peso e o produtor deixa de receber o valor ideal pela conversão alimentar.

Conversão alimentar é o cálculo de quanto a ave come e quanto ganha em peso por dia. Se ela atingir o peso ideal para abate em até 45 dias, melhor para o produtor. Do contrário, se queimar energia e ainda morrer, é custo perdido com ração e renda a menos. Uma conta que preocupa não só o criador, mas também a empresa integradora.

“Seria normal a morte de uma ave a cada mil frangos. Considerando um aviário com 20 mil aves, seriam 20 frangos morrendo por dia. Em um stress calórico, poderia-se chegar a 100 aves morrendo por dia, ou até mais. Isso representa uma perda de cerca de 1,8 mil a 1,9 mil quilos de carne. O custo para produzir esse frango é de mais ou menos R$ 3 mil. Seriam R$ 3 mil perdidos, jogados fora”, alerta Dionísio Sperandio Neto, veterinário de uma empresa integradora.

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