Produtores de carne de frango e suína estão otimistas para vendas de fim de ano. Valorização do dólar e festas devem garantir acréscimo na comercialização.
Carnes em festa

Produtores de carne de frango de todo o Brasil se preparam para o aquecimento nas vendas, reflexo da chegada das festas de final de ano. Além disso, a valorização do dólar é um aliado forte para o aumento da comercialização. Até para o setor de carne suína, prejudicado pelo embargo russo, o cenário de prejuízo começa a mudar a partir deste mês.
O setor de aves está confiante, as vendas devem aumentar neste último trimestre, resultado da elevação do dólar e da chegada das festas de final de ano, quando, normalmente, o produto é mais consumido. Os países asiáticos também costumam elevar as importações no período para garantir estoques.
De acordo com o gerente de relações com o mercado da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Adriano Zerbini, o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, com cerca de 140 a 150 mercados, com uma diversificação de países que traz benefícios para o exportador.
Leia também no Agrimídia:
- •Carne suína registra menor preço desde abril de 2024 e ganha competitividade frente a frango e boi
- •Parceria público-privada garante investimentos e modernização da estação quarentenária de suínos até 2030
- •Investimento de R$ 375 milhões no Paraná reforça produção de aves e suínos e amplia integração no campo
- •Casos de Influenza Aviária na Argentina e no Uruguai ampliam alerta sanitário no Brasil
“Nós acreditamos que o Brasil deva fechar o ano com cerca de 3% de aumento em volume e manter até 23% de acréscimo em receita”, disse Zerbini.
A expectativa é fechar o ano com exportação recorde, na ordem de quatro milhões de toneladas. Já a carne suína, que foi mais prejudicada com o embargo russo, conta com um volume menor de exportação, a estimativa é chegar ao fim de 2011 com 500 mil toneladas do produto vendidas para outros países. Cerca de 40 mil toneladas a menos que no ano passado. No entanto, a crise já começa a perder força graças ao mercado interno, os brasileiros estão consumindo mais essa variedade de carne.
Além disso, Hong Kong e Ucrânia tem conseguido absorver as vendas do produto que eram feitas para a Rússia. Há ainda uma previsão positiva para os próximos dias com a abertura de novos mercados compradores, como a China e a África do Sul.
As vendas para os dois países podem chegar a cem mil toneladas. Os primeiros embarques para a China devem ocorrer em dezembro, três plantas estão aprovadas para exportar, em Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As negociações com a África do Sul devem ser intensificadas nesta semana, com a visita da presidente Dilma ao país.





















