No entanto, a expansão da oferta não vem ocorrendo no mesmo ritmo.
Demanda por fertilizantes deve continuar firme, avalia associação
A demanda mundial por fertilizantes deve aumentar em resposta aos fundamentos do mercado agrícola. No entanto, a expansão da oferta não vem ocorrendo no mesmo ritmo em virtude do atraso de cerca de metade dos projetos previstos. Esse é o principal recado da Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes (IFA, na sigla em inglês), que publicou hoje o relatório de perspectiva para o setor no período 2012-2016.
No lado da demanda, as condições de mercado de oferta “apertada” para o milho e as oleaginosas fornecem fortes incentivos para os produtores aumentarem a produtividade e otimizarem o seu retorno. Por essa razão, a demanda mundial por fertilizantes deve aumentar mais de 2,8% na temporada 2011/12 e outros 2,5% no ciclo 2012/13, para 181 milhões de toneladas de nutrientes – nitrogênio, fosfato e potássio.
Na comparação com 2007/08 — último período antes da crise econômica — a safra 2012/13 deve apresentar uma recuperação do ponto de vista de demanda, incluindo a procura por potássio. Durante esses cinco anos que separam os ciclos, somente o sul da Ásia deve ser responsável por aproximadamente 60% do aumento da demanda global por adubos.
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Patrick Heffer, diretor do serviço de agricultura da IFA, disse que, nos próximos cinco anos, são esperados estoques reduzidos e preços altos dos produtos agrícolas em função da demanda por alimentos, fibras e mercados de bioenergia.
A demanda mundial por fertilizantes é projetada para alcançar 193 milhões de toneladas em 2016/17, correspondendo a uma taxa de crescimento anual de 2,1% sobre a média das temporadas 2009/10 para 2011/12. A média anual de crescimento deve ser maior para potássio (+3,7% ) e menor para fosfato (+2,3%) e nitrogênio (+1,5%). Os mercados de nitrogênio e fosfato têm se recuperado mais rapidamente que o segmento de potássio.
Em oposição às tendências históricas, o peso da Ásia no crescimento global de fertilizantes está em declínio, enquanto a América Latina deverá reforçar sua posição na futura expansão do setor. A demanda está prevista para crescer firmemente no Leste Europeu e Ásia Central, assim como na África. Em termos de volume, o Leste e Sul asiáticos e a América Latina poderiam representar três quartos do aumento da demanda mundial durante os próximos cinco anos, mas as perspectivas para o mercado de adubos continuam sujeitas às incertezas sobre a evolução da economia mundial.
Do lado da oferta, as vendas totais de nutrientes para todos os usos alcançaram 221 milhões de toneladas em 2011, aumento de 4% sobre 2010, em virtude da demanda firme e a gradual recuperação dos segmentos industriais. As vendas totais são projetadas para crescer 1,8% ao ano, para 245 milhões de toneladas em 2016.
Michel Prud’homme, diretor da IFA, acredita que o setor de fertilizantes vai colher “em breve” os benefícios dos investimentos maciços em novas capacidades. Segundo a entidade, perto de 250 novas plantas são projetadas para entrar em operação nos próximos cinco anos, correspondendo a um investimento total superior a US$ 90 bilhões. Entretanto, cerca de metade dos projetos estão atrasados de seis a 18 meses.





















