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Rússia faz novas exigências para compra da carne suína brasileira

O alvo da polêmica é um pó amarelo, que recebe o nome de ractopamina. Não é um hormônio, é um produto da categoria dos promotores de crescimento. São substâncias que estimulam o ganho de peso dos animais.
Uma granja de suínos em Planaltina, no Distrito Federal, utiliza o produto misturado na ração. A proporção é de oito gramas de ractopamina para cada tonelada de ração. O ingrediente é fornecido aos animais nos últimos 28 dias antes do abate e estimula a produção de carne magra.
No Brasil, o uso da ractopamina na criação de suínos é permitido há uma década. O Ministério da Agricultura garante que o produto não oferece risco à saúde pública, mas nos países da União Europeia, na China e na Rússia, a ractopamina é proibida.
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Na última visita ao Brasil, os russos pediram ao governo uma garantia de que a ractopamina não será usada na carne exportada. O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques, disse que o governo vai fazer o controle da carne vendida para a Rússia.
A preocupação não se limita à carne suína. Em junho, o Ministério da Agricultura autorizou a utilização de uma substância semelhante na ração de bovinos, carne que também é exportada para a Rússia.























