A senadora Ana Amélia (PP-RS) cobra do governo federal providências para evitar que a suinocultura brasileira volte a conviver este ano com o mesmo quadro de crise enfrentado no ano passado.
Senadora cobra políticas de estímulo à suinocultura brasileira

A senadora Ana Amélia (PP-RS) cobra do governo federal providências para evitar que a suinocultura brasileira volte a conviver este ano com o mesmo quadro de crise enfrentado no ano passado. Ela afirmou, nesta sexta-feira (1), que os produtores podem ser obrigados a abandonar suas atividades, pois ainda se encontram pressionados pela defasagem de preços e aumento dos custos de produção.
“Esta vem sendo considerada a maior crise de todos os tempos”, comentou.
A senadora lembrou que no ano passado foram negociadas medidas de apoio com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, que possibilitaram a sobrevivência do setor. Porém, advertiu Ana Amélia, a crise ainda é “critica”, com um produtor recebendo entre cinco e dez centavos de real por quilo de carne. Segundo ela, trata-se de uma “margem insustentável”, muito inferior ao assegurado pela produção bebidas, refrigerantes, doces e até água mineral.
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“A pergunta que faço é a seguinte: qual a motivação para o setor para continuar a investir e produzir?”, reforçou.
Ana Amélia explicou que no caso do distrito de Ana Rech, no município de Caxias do Sul, a 130 quilômetros de Porto Alegre, os produtores ainda enfrentam incertezas adicionais depois de recente decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Isso porque o órgão vetou a compra do frigorífico local Doux Frangosul pela BRF Brasil Foods, que já vinha operando a unidade desde 2011 e também garantindo a absorção da produção suína para abate. O problema agora é manutenção da unidade em funcionamento.
“Não discuto o mérito da decisão, pois cabe ao Cade a obrigação de proteger a livre iniciativa, mas preocupo-me com as suas consequências”, ressaltou.
A senadora informou que os produtores locais são responsáveis por um rebanho de mais de 33 mil cabeças de suínos, com abate diário que supera três mil animais. A carne é consumida no mercado nacional e também exportada, estando a Rússia entre os principais destinos.





















