Com mais oferta no mercado interno, o preço diminuiu. Criadores do Rio Grande do Sul estão preocupados.
Exportação de suíno fecha os primeiros meses do ano em queda

O suinocultor Edson Gross, de Santa Rosa, noroeste do Rio Grande do Sul, é criador independente e todos os custos da granja ocorrem por conta própria. Ele está preocupado porque nos últimos 60 dias, o preço que recebe pelo quilo do animal vivo sofreu uma redução de 40%. “Esta semana comercializamos a R$2,45, valor recebido dentro da indústria, preço bruto. O valor líquido ficou em torno de R$1,90”, diz.
A queda no preço do suíno tem a ver com o aumento de oferta no mercado brasileiro. Com os embargos à exportação feitos pela Ucrânia, importante comprador do Brasil, sobraram mais suínos no mercado interno.
Nos quatro primeiros meses do ano, a exportação brasileira teve uma queda de 8%, em compensação, o milho, principal ingrediente da ração, caiu 2% no último mês, o que aliviou um pouco os custos.
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Os criadores olham com otimismo a perspectiva do mercado e segundo o vice-presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Laurindo Vier, a situação pode começar a melhorar já nas próximas semanas. “Em função do inverno, o consumo aumenta no mercado interno e a expectativa é boa, sim”, explica.





















