Fila de navios à espera de autorização para atracar em Paranaguá chegou acumular 100 embarcações três meses antes em relação ao ano passado. Congestionamento se repete em outros portos do país.
Logística deve sofrer alta pressão no segundo semestre
Apesar de o escoamento de grãos tradicionalmente se concentrar nos primeiros meses do ano, os analistas estão prevendo intensa movimentação nos corredores dos portos no segundo semestre de 2013. Para as cargas de soja e de milho que forem exportadas nos próximos meses, permanecerá o desafio da capacidade de movimentação dos terminais.
“Para o segundo semestre, vamos ter gargalos, gargalos e gargalos”, avaliou Olivier Girardi, sócio da Macrologística Consultoria, contratado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para mapear os projetos prioritários em transportes no país. Além da sobrecarga nos armazéns, ele prevê concentração de caminhões em rodovias e pátios que dão acesso a terminais de embarque.
Uma estimativa apresentada pelo Ministério da Agricultura aponta que na safra 2022/23 o Brasil deverá colher até 113 milhões de toneladas de milho, contra cerca de 78 milhões atualmente, e 151 milhões de toneladas de soja, ante 81 milhões de 2012/13. “Fizemos uma revolução verde na agricultura. Precisamos de uma revolução na logística”, afirma o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Carvalho.
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Meia carga – 15 milhões de toneladas de soja ainda devem ser exportados neste ano. Até maio, o volume embarcado somou 20 milhões de toneladas da oleaginosa.





















