Negócios já foram fechados por várias agroindústrias.
Ucrânia retoma importações de carne suína do Brasil e embarques recomeçam na próxima semana

A Ucrânia comunicou na última quinta-feira (20) a retomada da importação de carne suína do Brasil, suspensas em março deste ano. Negócios já foram fechados por várias agroindústrias e os embarques de carne suína congelada para a Ucrânia recomeçam na próxima semana, como havia previsto o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila.
Antes da suspensão, o Brasil exportava para aquele país entre 10.000 e 12.000 toneladas de carne por mês. O motivo dessa demora é que, por enquanto, a Ucrânia reabilitou apenas seis plantas do Brasil – duas da BRF, uma da Seara, uma da Alibem, uma da Aurora e uma da Leardini. Ao contrário do Japão, que comprará carne suína apenas de Santa Catarina (única área livre de aftosa sem vacinação), a Ucrânia negociará com vários Estados brasileiros.
Os produtos que a Ucrânia habitualmente compra são os cortes tradicionais de carne suína do mercado internacional. A Ucrânia suspendeu as compras em 20 de março deste ano e o motivo, segundo o governo ucraniano, teria sido as analises microbiológicas em diversos containeres enviados pelo Brasil cujos resultados apontariam a presença da bactéria Listeria. O Ministério da Agricultura do Brasil, entretanto, comprovou que não ocorreu essa contaminação.
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Uma das empresas associadas ao Sindicarne, a Coopercentral Aurora Alimentos, de Chapecó, informou ter fechado a venda de pernil, paleta, carré e sobrepaleta para a Ucrânia. O presidente da Aurora, Mário Lanznaster, disse que o país comprador está disposto a adquirir tudo o que a indústria puder fornecer, pois precisa refazer os estoques para enfrentar o rigoroso inverno do leste europeu. A empresa, contudo, informou que não aumentará a produção, nem o abate e nem o número de postos de trabalho.
O Sindicarne observou que, se de um lado abrem-se novas perspectivas no comércio internacional, por outro, aumentam os custos de produção. A saca da soja de 60 kg está sendo comercializada a R$ 65,00 e, a de milho, a R$ 25,00. Esses são os dois principais insumos da nutrição animal e acompanham cotações internacionais e a valorização do dólar.





















