Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Calor aumenta demanda por eletricidade – por Ricardo Ernesto Rose

Enquanto os Estados Unidos são assolados por uma intensa onda de frio, a Inglaterra e parte da Europa sofrem com fortes ventos e inundações, o Brasil tem um dos verões mais quentes dos últimos tempos.

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Calor aumenta demanda por eletricidade – por Ricardo Ernesto Rose

Enquanto os Estados Unidos são assolados por uma intensa onda de frio, a Inglaterra e parte da Europa sofrem com fortes ventos e inundações, o Brasil tem um dos verões mais quentes dos últimos tempos. Bom para os milhões de turistas que lotam praias e piscinas, se refrescando de temperaturas que variam entre 32 e 40 graus Celsius. O setor de turismo em todo o País já está festejando: as atividades ligadas ao setor de turismo já preveem um ano com faturamento acima da média – pelo menos durante estas primeiras semanas de 2014.
Se a onda de calor é recebida com alegria pela maior parte da população, causa preocupação ao setor elétrico. Altas temperaturas significam maior consumo de eletricidade em máquinas de ar condicionado, ventiladores, refrigeradores e outros equipamentos. Já durante o ano de 2013 houve um aumento de 3,3% no consumo de eletricidade em relação a 2012, apontando uma tendência de crescimento da demanda, que com o verão se acelera mais ainda.
O que os especialistas do setor elétrico mais desejam é que São Pedro mande mais chuva para encher os reservatórios das hidrelétricas. É o caso das barragens de Furnas e Rio Grande e dos cursos dos rios Paranaíba e São Francisco. A região onde se localizam estas barragens e estes rios é chamada de “a caixa d´água do Brasil”, por reunir rios, barragens e hidrelétricas que em conjunto respondem por aproximadamente 70% de toda a eletricidade gerada no País. Além de Furnas, incluem-se neste sistema as usinas de Emborcação, no Sudeste, e de Três Marias e Sobradinho, na região Nordeste.
Durante as últimas semanas, o nível de água contido nestes reservatórios ficou em 43% de sua capacidade total para o Sudeste e em 35% para a região Nordeste. Felizmente, trata-se de uma quantidade de água bem acima daquela registrada entre 2012 e 2013, quando o volume no Sudeste era de apenas 29% da capacidade dos reservatórios, quantidade pouco acima do registrado no ano de 2000; o fatídico ano que antecedeu o racionamento de 2001. Mesmo assim, as marcas atuais estão abaixo das médias de 50% a 60%, registradas nos reservatórios em anos em que as precipitações pluviométricas atingiram quantidades normais, dentro das médias históricas para a região. Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, o presidente da consultoria Thymos Energia, João Carlos Mello, declarou que “em dezembro, choveu na região, e os reservatórios iniciaram 2014 um pouco mais cheios que no ano passado. Mas os níveis ainda são baixos e as previsões de chuvas na região não são das melhores para os próximos meses – tudo indica que teremos um 2014 tão estressante na área de energia quanto 2013”.
Dadas estas condições o governo será forçado a suprir a demanda de energia através de usinas termelétricas, cuja implantação requer menos tempo que as outras tecnologias. O problema destes geradores é que funcionam com combustível importado, de custo relativamente alto, além de ser poluente. Para evitar lançar mão desta tecnologia o governo deveria introduzir medidas efetivas de eficiência energética, tanto na indústria e no comércio quanto em suas próprias instalações, como há tempos já fazem outros países. Não é possível continuar aumentando somente a oferta de energia, a custos muito altos, sem atuar também na redução da demanda, através de processos e equipamentos mais eficientes e inteligentes. 

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