O intenso período de chuva no Estado prejudica a logística de transporte dos aviários e coloca em risco a produtividade da soja que só estará pronta para ser colhida dentro de 40 dias.
Chuva afeta avicultura e pode comprometer produtividade da soja no MS

O intenso período de chuva que tem caído em todo o Estado, já está comprometendo a logística de transporte dos aviários que abastecem o frigorífico da Seara/JBS em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, onde são abatidos diariamente 170 mil frangos. O excesso de chuva também coloca em risco a produtividade da soja que só estará pronta para ser colhida dentro de 40 dias.
“Se não houver um período de estiagem, teremos perdas. Tanta água na raiz acaba deixando a planta sem oxigênio, além de lavar o solo, levando a adubação”, informa o prefeito Ari Basso, com a experiência de quem é um dos maiores produtores da região. Há 4 anos, quando choveu muito nesta mesma época do ano, o nível de produtividade caiu 50%,despencando de 60 a 70 sacas,para menos de 40.
Só nesta quarta-feira,13, choveu em Sidrolândia em duas horas 90 milimetros e em alguns trechos da BR-060, saída para Nioaque, a enxurrada quase que cobrir a pista. Na região do Cantagalo. a soja plantada na Fazenda Engenho, às margens da rodovia, estava coberta da água. Ramão Soares, funcionário da propriedade, acredita que parte da lavoura soja já está perdida.
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Outro setor da economia de Sidrolândia que está sendo afetado pelas chuvas e avicultura, que fornece a matéria-prima da maior empregadora da cidade (a JBS) com mais de 2 mil funcionários. A maioria das estradas vicinais estão em condições de precárias de tráfego e para evitar o colapso a Prefeitura montou uma patrulha de tratores, patrola e retroestrocavadeiras para desatolar os caminhões que vem das granjas.
Só nos últimos dois dias equipes da Prefeitura tiveram de intervir para retirar 13 caminhões, carregados de frangos, que estavam atolados numa região próxima ao Córrego Serrote, na saide para Maracaju, proximidades da Fazenda do Zotti.Três caminhões tiveram que ser descarregados porque havia risco de tombarem com toda a carga. “Temos uma estrutura pequena,mesmo assim estamos evitando que haja um colapso no frigorífico por falta de frango”, comenta Basso.





















