A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por exemplo, reivindica um patamar de 7,5% ao ano para as taxas de custeio
Ruralistas esperam redução de juros do Plano Safra
Diante da possibilidade de redução da taxa Selic no segundo semestre, cresce o movimento de entidades representativas de produtores rurais e de parlamentares para forçar uma redução nas principais taxas de juros já fixadas pelo governo federal para o Plano Safra 2016/17, válido para a próxima temporada agrícola do país que se inicia oficialmente em primeiro de julho.
Na próxima semana, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e representantes do setor se reunirão com o ministro Blairo Maggi. No encontro, as entidades pedirão a redução dos juros do Plano Safra. Ontem, em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados para tratar justamente da viabilidade do Plano Safra 2015/16, várias entidades do agronegócio reivindicaram a redução das taxas de juros, principalmente para as linhas de crédito de custeio, cujas taxas subiram de 8,75% ao ano na atual safra 2015/16 para 9,5% ao ano na próxima temporada (2016/17).
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por exemplo, reivindica um patamar de 7,5% ao ano para as taxas de custeio, demanda que, nos bastidores, é considerada praticamente impossível de ser acatada. Segundo uma fonte do governo, nunca houve revisão de regras já anunciadas do Plano Safra.
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Paulo César Dias, coordenador do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), chamou a atenção para relatórios de bancos que apontam um ciclo contínuo de baixa da Selic, a partir de julho, chegando a 9,75% ao ano. “Nesse caso qual seria o incentivo do governo a um setor tão importante para o equilíbrio das contas do país”, indagou.
Durante a audiência, o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, alertou para o risco de aumento do nível de endividamento, tendo em vista os juros mais salgados no ciclo 2016/17. Em resposta a essas demandas, o secretário interino de política agrícola do Ministério da Agricultura, Marcelo Cabral, sinalizou que a Pasta poderá discutir um eventual recuo nessas taxas do Plano Safra, exatamente em função do “viés de baixa da Selic”. O secretário reconheceu, no entanto, que a missão é “delicada”.
“Essa é uma discussão delicada. A decisão é colegiada, discutida com o Tesouro, o BC, a Fazenda. Mas existe de fato uma tendência de redução nas taxas de juros”, afirmou o secretário interino.





















