O mercado esperava continuidade de bons níveis de lavouras ranqueadas como boas e excelentes no relatório de acompanhamento de safra, que seria divulgado pelo USDA no fim da tarde
Chuvas derrubam a soja em Chicago

As melhores condições climáticas que prevalecem no Meio Oeste foram decisivas para derrubar os preços da soja nesta terça-feira (05/07), nos futuros de Chicago. Depois do final de semana prolongado, o cenário econômico instável, e a consequente aversão ao risco, também contribuiu para este mau momento. O petróleo despencou mais de 4% ao mesmo tempo em que o dólar se valorizou frente a uma cesta de importantes moedas.
O mercado esperava continuidade de bons níveis de lavouras ranqueadas como boas e excelentes no relatório de acompanhamento de safra, que seria divulgado pelo USDA no fim da tarde.
Fechamentos: agosto a U$ 11,10, queda de 54,25 cents/bu e novembro a U$ 10,7725, baixa de 60,25 cents/bu. O mês de julho começou com melhores perspectivas climáticas para o desenvolvimento das lavouras norte- americanas. Na visão de muitos analistas, o feriado de 04 de julho, em muitos anos, é um divisor de águas para os rumos do mercado. Existem boas razões para isto. Primeiro, as lavouras já estão implantadas e a área semeada está revisada com base no relatório final de plantio, divulgado no último dia do mês anterior. Segundo, as lavouras, tanto de soja quanto de milho, começam a entrar na fase mais delicada de sua evolução, que é o período crítico de floração, formação de vagens (espigas) e grãos. Os três dias de folga permitem uma avaliação mais alongada e (quiçá) mais precisa das perspectivas do clima pelas próximas semanas. E, com base nelas, os investidores adotam uma postura mais assertiva de compra ou de venda, levando em conta o estágio das lavouras.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de ovos de Minas Gerais crescem 15% e ampliam presença em mercados internacionais
- •Programa Brasil Mais Produtivo impulsiona suinocultura no RJ com ganhos de gestão e eficiência
- •Suinocultura ganha espaço na Páscoa com alta do bacalhau e mudança no consumo de proteínas no Brasil
- •Avicultura na Síria enfrenta alta de preços, doenças e custos elevados de ração em meio a tensões no Oriente Médio
Nesta jornada, pesou a posição vendedora dos investidores em razão das melhores perspectivas paras as próximas duas semanas. Embora as projeções indiquem a ocorrência de temperaturas mais altas, há claras indicações de que as chuvas serão relativamente normais. Há, porém, um longo caminho à frente até a colheita e os preços irão se comportar ao sabor dos humores climáticos, notadamente entre julho e meados de setembro.
Na semana passada o USDA informou que os agricultores norte-americanos estão cultivando a maior safra de soja da história, superando o recorde anterior, conseguido na temporada 2014/15. O órgão também informou que os estoques dos EUA, em primeiro de junho, estão acima do esperado, com 23,7 milhões de tons. Em primeiro de junho do ano passado os estoques eram de 17,0 milhões de tons.
Acompanhamento de safra – O relatório de acompanhamento de safra, divulgado pelo USDA no fim da tarde desta terça-feira, atestou a redução de dois pontos percentuais na qualidade das lavouras dos EUA no comparativo com a semana anterior. De acordo com o órgão, 70% das áreas estão ranqueadas como boas e excelentes, ainda assim sete pontos à frente dos 63% da mesma data do ano passado. As áreas tidas como regulares somam 23%, mesmo índice da semana anterior, contra 28% de um ano atrás. Já, as lavouras consideradas ruins e péssimas perfazem 7% das áreas, ante 5% de sete dias atrás e 9% da mesma data de 2015.
Quanto ao estágio, 22% das lavouras entraram na fase de floração, ante 17% da mesma semana do ano passado e 16% de média histórica.
Mercado interno – Mercado totalmente travado. A taxa de câmbio voltou a ser negociada a R$ 3,30, com bons ganhos nesta semana, até aqui. Porém, as perdas verificadas na bolsa norte-americana foram arrasadoras e derrubaram de forma acentuada as indicações de compra em todas as praças. Indicações de compra no oeste do estado, entre R$ 85,00 e R$ 86,00 por saca, dependendo do momento do dia, do local de embarque e do prazo de pagamento. No Porto de Paranaguá indicações entre R$ 90,50 e R$ 92,50 por saca.





















