Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,02 / kg
Soja - Indicador PRR$ 137,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 145,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 7,53 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,06 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,51 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,61 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 142,87 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 145,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 159,31 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 134,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 148,56 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,18 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.414,46 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.314,61 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 171,61 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 140,74 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 147,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 157,72 / cx
Destaque Todas Páginas
Comentário

A porca lactante e a suinocultura brasileira: desafios e oportunidades para atingir o sucesso produtivo e reprodutivo

Diego Duran Araujo é Zootecnista (UNESP, Botucatu-SP) e  Analista Nutrição Júnior Suínos, Vaccinar
 

Compartilhar essa notícia
A porca lactante e a suinocultura brasileira: desafios e oportunidades para atingir o sucesso produtivo e reprodutivo

Releases EmpresasO advento do melhoramento genético forneceu à suinocultura mundial porcas extremamente prolíficas e com alta produção de leite que, em virtude da alta demanda de nutrientes, muitas vezes não conseguem consumir a quantidade adequada de ração que as atenda. Em função disso, essa categoria animal vivencia pronunciada mobilização de reservas corporais durante a lactação para suprir a produção de leite necessária aos aproximados 13-14 leitões nascidos vivos atuais. Diversos fatores colaboram para agravar ainda mais a perda de peso das lactantes e devem ser combatidos conjuntamente e sistematicamente nos sistemas de produção brasileiros.

Alguns ajustes fisiológicos e metabólicos precisam, em menos de uma semana, transformar a fêmea gestante em lactante, da maneira mais equilibrada possível, tendo em vista que subitamente ela passará da priorização de crescimento fetal intrauterino para produção láctea e crescimento mamário. As dietas de gestação e lactação, a composição corporal das fêmeas, a ambiência das instalações e o manejo diário adotado são fatores que, se bem geridos, podem ser desafios transformados em soluções.

A alimentação da fêmea suína gestante tem íntima relação com seu estado corporal e fisiológico no momento do parto e reflete diretamente seu desempenho subsequente. Porcas que parem muito gordas apresentam menor desenvolvimento dos tetos e reduzido consumo durante a lactação, ao passo que aquelas que vivenciam partos excessivamente magras apresentam baixo desempenho reprodutivo e maior mortalidade de leitões. Durante a gestação, o controle do arraçoamento (limitando ou estimulando o consumo em função do escore), a manipulação dos níveis nutricionais (principalmente no terço final) e a utilização de fibra na nutrição (minimização de constipação) são imprescindíveis para o sucesso do parto e lactação que estão por vir.

Após expulsar o último leitão pelo canal do parto, a porca precisa (em menos de dois dias) elevar seu padrão de consumo para aumentar a produção de leite para seus leitões. Para a realidade de nosso país, algumas estratégias nutricionais são interessantes para auxiliar a fêmea a ingerir todos os nutrientes dos quais necessita. O consumo de uma reprodutora de 200 kg tende a aumentar em 800 g/d para cada leitão lactente adicional e muitas vezes a ingestão voluntária não garante essa quantidade. Para isso, a utilização de óleos e palatabilizantes torna-se oportuna: o primeiro com a prerrogativa de adensar energeticamente a dieta e o segundo de estimular maior consumo e consequentemente maior absorção de nutrientes. O óleo de soja, matéria prima mais comumente utilizada como fonte energética, é suplementado em 3% a 5% e as fontes palatáveis são variadas, como melaço, resíduo de biscoito, açúcar e fontes sintéticas.

Invariavelmente, muitas propriedades suinícolas ainda passam por problemas de ambiência nas instalações e as porcas lactantes talvez sejam a categoria mais afetada por essa questão. Estima-se que o aumento de 1ºC acima da zona de conforto agrava em aproximadamente 1,5 kg a perda de peso na lactação, diminui 250 g da produção diária de leite, o que leva a uma redução de 50 g no ganho de peso diário (GPD) da leitegada. No âmbito do arraçoamento, o fornecimento de ração durante as horas mais frescas do dia potencializa a ingestão dessa categoria, assim como a manutenção de comedouros sempre limpos e bebedouros de fácil acesso e com um fluxo de água adequado. Dentre os investimentos diretos em ambiência, algumas medidas como pisos resfriados, arborização em torno das salas de maternidade, ventilação individual para as porcas e climatização podem colaborar para o desempenho da fêmea.

O padrão de consumo, capacidade de produção de leite, mobilização de reservas e as exigências nutricionais diferem dependendo da genética trabalhada dentro do sistema de produção. O respeito a essas características é essencial para que a fêmea possa ser longeva e expressar seu máximo desempenho e a combinação das oportunidades citadas podem auxiliar nesse sucesso. 

*Diego Duran Araujo é Zootecnista (UNESP, Botucatu-SP) e Analista Nutrição Júnior Suínos, Vaccinar

 

Assuntos Relacionados
suinoculturasuinos
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 65,02
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 137,33
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 145,15
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 7,53
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,06
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,04
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,51
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,48
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 4,61
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 142,87
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 145,34
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 155,59
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 159,31
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 134,42
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 148,56
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,16
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,18
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.414,46
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.314,61
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 171,61
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 140,74
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 147,74
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 157,72
    cx

Relacionados

SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328