Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
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Porto de Paranaguá completa 87 anos com foco na atração de investimentos

Com novos arrendamentos, os investimentos privados já previstos pela autoridade portuária podem chegar a R$ 2,6 bilhões nos próximos anos

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Porto de Paranaguá completa 87 anos com foco na atração de investimentos

Ao completar 87 anos nesta quinta-feira (17), o Porto de Paranaguá se consolida como o mais eficiente do Brasil e se prepara para continuar na vanguarda da atividade portuária. Com projetos inovadores e obras que vão ampliar a capacidade de movimentação de cargas, o porto paranaense atrai novos investimentos e tem se tornado hub logístico da América do Sul.

“Paranaguá é referência nacional em gestão portuária, sendo premiado nacionalmente e servindo de exemplo até mesmo em eventos internacionais. Esse reconhecimento nos mostra que estamos no caminho certo e que devemos seguir apostando em um quadro técnico altamente qualificado”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Para o presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia, é preciso realizar no presente as ações que vão construir o porto do futuro. “Todo ano temos que provar que continuamos sendo eficientes, com atração de novos mercados, com qualidade de serviço e custo baixo. Então, temos a obrigação de prever e fazer grandes investimentos hoje”, explicou.

Com novos arrendamentos, os investimentos privados já previstos pela autoridade portuária podem chegar a R$ 2,6 bilhões nos próximos anos. Pioneiro, o Paraná foi o primeiro Estado do País a receber a delegação de competências para administrar os contratos de exploração de áreas.

O próximo leilão acontece no próximo dia 30, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A PAR32 será destinada à movimentação de carga geral, especialmente açúcar. O investimento previsto é de R$ 4,1 milhões.

Outras cinco áreas do Porto de Paranaguá já estão em estudo ou em processo de arrendamento: A PAR09, destinada a movimentação de granel sólido vegetal, deve atrair R$ 492 milhões de investimentos e está em fase de audiência pública.

A PAR14 e a PAR15, também voltadas para granéis sólidos, estão em fase de diligências. A primeira tem previsão de até R$ 1,1 bilhão em investimentos e a segunda, de R$ 656 milhões. A PAR50, destinada a granéis líquidos, prevê aporte de R$ 338 milhões.

A administração portuária também já adiantou o interesse em arrendar uma sexta área: a PAR03, ainda em fase inicial de coleta de material para estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental. Com 38 mil metros quadrados, o espaço englobará o Terminal Público de Fertilizantes (Tefer), de seis mil metros quadrados.

OBRAS – Para receber mais cargas, os portos preparam o aumento da capacidade de transporte ferroviário. As obras do Projeto Cais Leste – Moegão terão início ainda no primeiro semestre de 2022, após avançar a fase de consulta pública. A moega exclusiva para descarga de trens vai receber até 180 vagões simultaneamente. Serão três linhas independentes e correias transportadoras ligando 11 terminais.

No mar, a derrocagem da Pedra da Palangana será concluída neste mês. A fase de detonação foi encerrada em 2021 e, em 2022, as rochas são retiradas para britagem e doação para prefeituras do Litoral.

TECNOLOGIA – Os projetos ligados à inovação, junto à Fundácion ValenciaPort, devem transformar as operações portuárias. O termo de cooperação técnica, inédito no Brasil, prevê a instalação do Port Colaborative Decision Making (PCDM) e do Port Community System (PCS), que conecta sistemas e integra informações de toda a cadeia logística, promovendo redução de tempo de custos na operação.

O centro de pesquisa, inovação e formação do setor logístico portuário, possui sede no porto de Valência, na Espanha, e atuação em portos da Europa, América Latina, Ásia e Oriente Médio.

Porto de Paranaguá, um gigante paranaense

O Porto de Paranaguá na verdade se chama Porto Dom Pedro II e existia antes mesmo da sua inauguração, em 1935. A história da cidade se entrelaça com a do porto. Em 1872, era um atracadouro administrado por comerciantes. Só em 1917 passou a ter administração pelo Governo do Estado e, com o crescimento das movimentações, mudou de lugar.

Hoje são quase cinco quilômetros de cais e píers. Em 2021, bateu o próprio recorde histórico de movimentação de cargas, ao atingir a marca de 57.520.122 toneladas.

A administração recebeu duas vezes consecutivas, em 2020 e 2021, o prêmio de melhor gestão pública portuária pelo Ministério da Infraestrutura. No último ano, foi considerado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) o porto público mais organizado do País e o mais bem colocado entre os maiores portos públicos no Índice de Desenvolvimento Ambiental (IDA).

Além disso, pelo seu trabalho na área ambiental, foi a única autoridade portuária do mundo a ser convidada duas vezes a participar da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), na COP-25, em Madri e COP-26, em Glasgow.

Atualmente, é o segundo porto do Brasil em valor de movimentação, sendo o 1º na exportação de óleo vegetal e frango congelado; 1º em importação de fertilizante; 2º em exportação de soja, farelo de soja, açúcar, papel, carne congelada e álcool; 2º na movimentação de contêineres e veículos; e 3º na exportação de madeira.

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