Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Economia

Alimentação no domicílio caminha para primeira deflação em seis anos

Inflação do grupo em 12 meses caiu de 17,5% em julho de 2022 para 2,9% em junho de 2023; El Niño e tensão entre Rússia e Ucrânia são riscos a esse cenário

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Alimentação no domicílio caminha para primeira deflação em seis anos

O segmento de alimentação no domicílio está caminhando para registrar sua primeira deflação em seis anos, impulsionado pela redução dos preços de alimentos frescos e carnes, além dos efeitos positivos da abundante safra brasileira de soja e da normalização relativa do mercado de trigo.

No decorrer dos últimos 12 meses, a inflação dos alimentos consumidos em casa, medida pelo IPCA, chegou a atingir um aumento de 17,5% em julho de 2022, porém, em junho deste ano, já caiu para 2,9%. Essa desaceleração tem contribuído para o recuo do índice oficial da meta de inflação, que poderá ficar abaixo de 5% no corrente ano.

Há riscos que podem impedir a variação negativa da alimentação em domicílio em 2023, como os efeitos do El Niño e da tensão entre Rússia e Ucrânia sobre produtos como o trigo, mas os economistas que trabalham com a possibilidade de deflação desse grupo ponderam que eventuais impactos podem ficar mais para 2024. Ainda assim, a inflação de alimentos deve ser historicamente baixa.

Em 2022, após os desdobramentos da pandemia, agravados pela guerra na Europa, os preços da alimentação em casa saltaram 13,2%, mais que o dobro do IPCA, que subiu 5,8% no ano. Para 2023, o consenso do mercado para alimentação em casa foi de alta de 4,3% no início do ano para 0,9% na última coleta do Boletim Focus.

A LCA Consultores projeta queda de 0,1%; a Ativa Investimentos espera contração de 0,3%, o Santander, de 0,4%, e a Asset 1, de 0,5%. A última vez que o grupo registrou deflação foi em 2017, de 4,9%. “Desde 2019, foram quatro anos de altas importantes. Temos assistido, depois de praticamente dois anos de pressões muito fortes nos preços de commodities agrícolas, um rearranjo parcial das cadeias produtivas, o que contribui para, mais adiante, tirar a força dos preços dos alimentos”, diz Fábio Romão, da LCA.

Segundo ele, o consumidor pode não sentir todo esse alívio porque, mesmo com quedas ou com a desaceleração nos preços, o nível, que estava muito alto, continua elevado. “É como se tivesse subido uma montanha muito rápido e agora está descendo devagar.”

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