Saiba como a CNA discute soluções em gestão de riscos e seguro rural para enfrentar a crise no setor agropecuário
CNA discute gestão de riscos e seguro rural para enfrentar crise do Agronegócio

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do Seminário Técnico Nacional sobre “Gestão de riscos agropecuários e seguros paramétricos” em São Paulo. O evento, organizado em parceria com outras entidades, teve como objetivo debater alternativas para garantir mais segurança e sustentabilidade à produção rural.
Guilherme Rios, assessor técnico da CNA, destacou a importância de alinhar as políticas públicas de crédito e seguro rural à realidade dos produtores. Ele alertou para o cenário de endividamento do setor, afirmando que as dificuldades atuais são consequência de falhas históricas no apoio ao produtor, somadas aos impactos do clima e às distorções de mercado.
Segundo Rios, é preciso trabalhar para aprimorar a eficiência do Proagro, enquanto se potencializa o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) com um público específico. O orçamento de 2025 destinou R$ 1,06 bilhão ao PSR, mas 42% do valor está contingenciado. A cobertura do programa, que alcançava 2,19 milhões de hectares em 16 de setembro, tem a meta de chegar a 4 milhões até o fim do próximo ciclo. Para 2026, a previsão é de uma distribuição desigual de recursos, com R$ 1,09 bilhão para o PSR e R$ 6,61 bilhões para o Proagro.
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Guilherme Rios apresentou propostas para ampliar a adesão ao seguro rural, como o fortalecimento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático – Níveis de Manejo (ZarcNM), a melhoria da eficiência na aplicação dos recursos do Proagro e do PSR, o incentivo ao uso de instrumentos de hedge e a criação de mecanismos de bonificação para produtores que contratam o seguro. Ele também citou o Projeto de Lei nº 2951/2024, da senadora Tereza Cristina, como uma oportunidade de avanço.
“Temos um longo trabalho a ser feito, mas acredito que essas iniciativas vão nos guiar para o que precisa ser feito”, concluiu Rios, reforçando a importância de um esforço contínuo para aprimorar as políticas de gestão de riscos no agronegócio brasileiro.





















